Tua frieza aumenta meu desejo:
Fecho os meus olhos para te esquecer,
Mas quanto mais procuro não te ver,
Quanto mais fecho os olhos mais te vejo.
Humildemente, atrás de ti rastejo,
Humildemente, sem te convencer,
Antes sentindo em mim crescer
Dos teus desdéns o frígido cortejo.
Sei que jamais hei de possuir-te, sei
Que outro, feliz, ditoso como um rei,
Enlaçará teu virgem corpo em flor.
Meu coração no entanto não se cansa:
Amam metade os que amam com esp’rança,
Amar sem esp’rança é o verdadeiro amor.
Viva Eugênio de Castro e seus versos doces e tristes!
Nem sempre os homens vivem o que escrevem, mas os poetas nos iludem porque lhes cabe nos iludir. De outro modo, seriam apenas cafajestes.
Ah, os cafajestes: “Pegue e não se apegue”, eu diria àquelas que gostam do tipo. Eis uma frase de para-choque de caminhão que a gente deveria levar a cabo: “Pegue e não se apegue”!
Num mundo frio, os homens estão cada vez mais frios e não fazem sonhar...
Cheguei tarde em casa porque, passando pelo comércio, fui à loja, vi Beth e ficamos lá, horas conversando, mais sobre ela do que sobre mim e acho que isso se tornou um lugar comum. Sem queixumes: gosto de saber sobre ela.
Beth não tem a menor consciência de sua beleza. Ela é linda, parece uma aeromoça, uma modelo. É linda de rosto, de corpo, de modos, de coração... Mas só ela não sabe disso.
Vi também no Yahoo uns tópicos sobre “O amor é cego”, em que as celebridades formavam par com gente sem a menor beleza. Que não fossem bonitos, tudo bem; mas a distância estética ali já era aberração.
Acho que as mulheres se encantam por outras coisas nos homens, que não é necessariamente a beleza – não falo da beleza financeira, nem da sexual – mas reconheço que certas opções são desespero. Às vezes o cara é feioso, mas oferece estabilidade emocional... Às vezes as mulheres querem apenas companhia, seja com que cara for.
Quando um gato que trabalha perto de minha casa entrou na loja, dei um toque em Beth: “Quem é?”. E muito discretamente, ela disse rindo, feliz: “Gaaaato!”. E na conversa descobri que ela não conhecia ele, mas que via sempre o acompanhante, o amigo que estava com ele.
Concordamos em nossos gostos por homem, na aparência física deles. Ela disse, sobre o “gato” que ele passava um ar de segurança e de estabilidade. Depois, olhando mais, deu risada desconsertada: A aliança dele reluziu. E eu, que adoro mãos, jamais olhei as mãos dele. Nunca reparei.
Via aquele cara todos os dias, num horário determinado: 17h15min, quando eu ia à academia ou quando ia correr. Lá estava ele, no meu caminho... Lindo! Gato! Tão bom de olhar discretamente. E por ser tímida, olho discretamente e aposto que ele jamais desconfiaria de minha admiração, nem jamais cogitaria que havia duas mulheres tecendo comentários, desejando, comparando ele, bonito de frente e de costas, sob medida para nossos gostos.
Lindo, alto, esbelto, proporcional, com um cabelo lindo porque harmonioso com o rosto. Até as olheiras dele são lindas!
Saudades de minha amiga! Saudades devidamente suprimida em nosso blablablá íntimo e confidencial: contei-lhe meu maior segredo, talvez o único que eu tinha. Aliás, hoje eu derramei meu segredo para ela, procurando uma opinião, e para outra pessoa, como ameaça ou chantagem emocional, não sei. Hoje o meu segredo me incomodou.
Não contei a ela por incômodo, mas por confiança. Já não sei há quanto tempo conheço Beth. Deve ser uns 12, 14 anos...
Ela voltou para a faculdade, está no segundo semestre de Serviço Social e está insegura num relacionamento com um cara 15 anos mais novo que ela. Ela parece ter a mesma idade que ele.
Beth se preocupa com os vasinhos de veias nas pernas: o namorado pergunta se eles doem. É, pois, cuidadoso! Duas preocupações tão diferentes, mas complementares: ela quer ser bonita para ele; ele se preocupa com o bem-estar dela e aceita o que vier no pacote. Começo a gostar dele: um homem!
Ela é linda e não é nenhum favor amar, namorar e desejar uma pessoa como Beth, mas nos relacionamentos, ela sempre foi subestimada pelos companheiros até o dia em que ela terminava e eles voltavam dóceis e arrependidos.
Enfim, conversamos como adolescentes bobas com velhos sonhos em comum.
Dei maus conselhos: esqueça sua família, largue o barco à deriva e fique dez dias com seu novo namorado na praia. Se jogue! Se quebrar a cara, a gente faz o curativo – e para quem não sabe, em Feira de Santana já tem clínica exclusiva para reconstituição facial. Caso quebre a cara, vá lá!
Irene Ravache estava dizendo em entrevista à Globonews que se algo oferece risco, oferece também compensações. É isso! Eu concordo!
Falando na Irene, eu a acho linda. Vivo numa sociedade idiota em que as mulheres mais velhas não podem ser chamadas de lindas ou reconhecidas como bonitas. Logo, as que têm 60 não podem se sentir bonitas, nem as de 70, nem as de 80, porque daí em diante acham tudo ainda mais feio.
Por aqui, as mulheres mais velhas são obrigadas a ter cabelos curtos, não podem nada, não tem liberdade estética. Que pena!
Bem, vou dormir pensando nas brincadeiras confidenciais que fizeram Beth brincar: “Duas mulheres e um novo segredo!”. O namoro dela é segredo. O meu segredo nem conta!
Louquética
Incontinência verbal
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
sábado, 8 de dezembro de 2012
Ampla defesa (II)
Minha banca foi composta por gente educada e segura, do tipo que não precisa arrotar título, status e presumíveis superioridades na hora da arguição. Eis aí o pessoal que me apertou na Inquisição acadêmica; e meu sempre presente, constante, solícito e ético orientador.
Na foto: à minha direita os professores Antônio Eduardo e Gal Meirelles; à esquerda os professores Carla Patrícia, Marlene e meu orientador.
P.S.: Sim, tem alguém alcoolizado, de braços cruzados, após o meu orientador. Viva o Socialismo Etílico!
Na foto: à minha direita os professores Antônio Eduardo e Gal Meirelles; à esquerda os professores Carla Patrícia, Marlene e meu orientador.
P.S.: Sim, tem alguém alcoolizado, de braços cruzados, após o meu orientador. Viva o Socialismo Etílico!
Ampla defesa
A gente às vezes diz: “Amigo a gente vê quem é nas horas difíceis!”. É verdade.
Não falo das horas em que a gente precisa de um empréstimo, de um socorro, de uma companhia, de uma mão na roda para resolver as coisas práticas ou de um consolo para as ocasiões de choro. As horas difíceis, às vezes, são as horas que são importantes para nós, para a nossa vida, é a escolha do nome do filho ou o imóvel para comprar, é a mão amiga que nos ajuda a levantar e diz: “segue!”, “segue-me!”; é quem nos acompanha mesmo sabendo que o percurso é árduo, é duro, é demorado. Assim foi que em minha cerimônia de defesa de doutorado vi que os que ali estavam eram parte de minha força, eram um apoio fundamental para que as coisas sucedessem bem, como ocorreu.
Fique muito feliz pelo meu amigo Leonardo Bernardes, por Janna, por Andréa, por João Neto, por Ilmara... E se não fiquei feliz de todo pela presença de Ninno, foi porque ele não estava tão presente quanto poderia parecer, pois saía sempre para se abastecer de álcool. Bom, defesa é um porre, não precisa beber!
Apoio é isso. E mesmo Osmando e Nanno, que não vieram, respectivamente por morar em outro Estado e por estar com a mãe em situação médica delicada, se fizeram presentes, torceram, escreveram, mandaram torpedo... E para um outro tanto de gente, certamente não valeria o desperdício de R$ 0,25 (é, vinte e cinco centavos) para dar uma força ou para me parabenizar.
Sou triplamente grata aos que foram.
Não é fácil encarar uma banca de quatro pessoas, quatro perspectivas diferentes e mil perguntas a responder. Eu contra quatro. A meu favor, a torcida.
Todos ali tinham o que fazer: os trabalhos, os afazeres, a distância (que João Neto encarou, saindo da comemoração direto para a rodoviária), os gastos de tempo e de dinheiro para comparecer e, principalmente, a ajuda técnica de Andréia, para resolver problemas de conexão do computador e água para a banca, pois a universidade é desleixada o bastante para deixar ao Deus dará os convidados. Mas, tudo funcionou!
Cumpri meu doutorado antes do prazo e com a devida responsabilidade, com direito à saia justa de, no intervalo da defesa, deparar com minha bruxíssima ex-orientadora a quem caberia ao Diabo carregar, mas creio que ele estivesse de férias nesta quinta à tarde. Sei é que passei por cima dela, sem boas-tardes ou olá. Acho isso uma vitória: há um tempo eu ainda tinha a deferência com os meus desafetos, nos sentido da saudação civilizada – apesar de muito querer mandar ao inferno e, depois, ter por tais desafetos, suma indiferença.
No íntimo, o riso da vitória: Não adiantou atravancar os meus caminhos! Escrevi, concluí e passei com nota máxima e, de quebra, referendei a impropriedade da perseguição empreendida por ela, pois nada fluiu a favor da calúnia e da injúria. Eu escrevi e o fiz com honestidade intelectual e moral.
Quem é amigo, sabe disso. Sabe que tudo isso agrega outros sentidos de importância ao momento da defesa, quando já nos sentimos bastante sós, em desamparo. Como eu disse antes, só vai mesmo quem gosta da gente; quem é amigo e sabe o sentido do momento.
Demais amigos, exclusos desses momentos, são amigos de férias, de reggae, de festas, a quem prezo a companhia nos momentos alegres, mas daí não passa. E como não poderia deixar de ser, tem os egoístas, cuja única coisa importante para si são suas próprias coisas: não se solidarizam, mas esperam e contam com nossa (minha) presença nos momentos em que somos úteis ou convenientes. Reconheço, porém, que excluí um bando de gente, principalmente de minha família. Deixemos, porém, disso: missão cumprida! E que Deus abra os meus caminhos para outras conquistas que pretendo dividir com os amigos reais.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Correu do pau!
Olha, acabei de ver esta notícia ali no Kibeloco!
Gente, toda profissão tem riscos e dissabores e o que uns querem tanto, outros rejeitam.
PAUSA PARA COISAS BESTAS: Uma das perguntas mais engenhosas que já vi na vida foi feita no programa novo do Sérgio Mallandro, cujo nome eu esqueci. Mas ele perguntou o seguinte para Péricles, ex-vocalista de uma banda que eu não sei o nome também (poxa, gente, não ouço pagode, né? só a fórceps, quando ando pela cidade): "Se você pudesse aumentar uma parte do seu corpo, e se pudesse diminuir uma outra parte, quais seriam elas?"
A platéia riu, o apresentador riu, instaurou-se um clima de que todo mundo já sabia o que para cada pergunta, mas ele foi bastante esperto.
Bem, ele está sendo lembrado aqui, assim como a pergunta, porque frente à recusa da prostituta em atender ao avantajado cliente, penso no paradoxo que isso representa para os tantos homens que se atraem pelos anúncios que dizem: "Aumente seu pênis em 15 centímetros". Na vida real, só com lupa - é, propaganda enganosa uma coisa dessas.
Aqui no Brasil tem aquela expressão: "Correu do pau!", para os que fogem das situações de riscos, os ditos "arregões". Agora, o sentido pode ser outro - quem tem fuleco, tem medo!
Mas, eis a vida: uns com tanto, outros sem nada!
Gente, toda profissão tem riscos e dissabores e o que uns querem tanto, outros rejeitam.
PAUSA PARA COISAS BESTAS: Uma das perguntas mais engenhosas que já vi na vida foi feita no programa novo do Sérgio Mallandro, cujo nome eu esqueci. Mas ele perguntou o seguinte para Péricles, ex-vocalista de uma banda que eu não sei o nome também (poxa, gente, não ouço pagode, né? só a fórceps, quando ando pela cidade): "Se você pudesse aumentar uma parte do seu corpo, e se pudesse diminuir uma outra parte, quais seriam elas?"
A platéia riu, o apresentador riu, instaurou-se um clima de que todo mundo já sabia o que para cada pergunta, mas ele foi bastante esperto.
Bem, ele está sendo lembrado aqui, assim como a pergunta, porque frente à recusa da prostituta em atender ao avantajado cliente, penso no paradoxo que isso representa para os tantos homens que se atraem pelos anúncios que dizem: "Aumente seu pênis em 15 centímetros". Na vida real, só com lupa - é, propaganda enganosa uma coisa dessas.
Aqui no Brasil tem aquela expressão: "Correu do pau!", para os que fogem das situações de riscos, os ditos "arregões". Agora, o sentido pode ser outro - quem tem fuleco, tem medo!
Mas, eis a vida: uns com tanto, outros sem nada!
Legítima defesa
Pois é, chegou a véspera da defesa da tese. Véspera que não significa o dia imediatamente anterior, mas é tal como se fosse.
Chegam os telefonemas, os parabéns, as saudações... E hoje eu ouvi uma bastante interessante, quando alguém me disse que considerava a cerimônia como se considera um matrimônio. Com a ressalva de ser mais importante, porque para casar basta que as duas pessoas queiram; mas para obter o doutorado são quatro anos de esforços e investimentos emocionais para os quais o querer conta pouco ou nada. Independentemente disso, acho que devido ao momento e ao percurso longo, cansativo, desafiador, é análogo à importância que se dá ao casamento de alguém. Entendi perfeitamente as circunstâncias pessoais dos amigos ocupados, bem como outros contextos específicos, mas quem gosta de mim vai estar lá. Quem tem estima e consideração vai também, me ver exposta, ouvindo desaforos, sendo cobrada dos lapsos mais bobos e compreensíveis como a letra não digitada ou a sílaba trocada; a concordância que foi esquecida porque engoli um “m” diferencial que tornam um “compreende” e um “compreendem” e vice-versa, de modo a prejudicar a formação da frase e me tornar tão vulnerável quanto qualquer outra pessoa.
É preciso ter coração para gostar de mim e assistir à exposição das falhas, os erros de raciocínio, os lapsos gramaticais, a obra que se deixou de falar, a referência imprescindível de que prescindi por escolha ou por ignorância, os erros, só os erros são lembrados. E serei somente eu contra quatro arguidores em seu papel de extrair de mim a resposta acerca de que eu venha a merecer ou não obter o título de doutora. Logicamente, quem torce, sofre. É como uma partida de futebol: quem acompanha o jogo desfruta das angústias e das satisfações da disputa; ao contrário de quem só sabe do resultado.
Só convidei quem eu queria que fosse e se alguém ficou de fora deve ter sido por lapso também. Mas, os convocados foram as pessoas que realmente significam para mim. E nem sempre a recíproca é verdadeira: tem os que não dão a menor importância e não se esforçarão em comparecer nem mesmo por uma questão de apoio e consideração. E é claro que eu me importo: apesar das tensões, é bom olhar em volta e ver caras amigas; é um gesto de carinho.
E vou me virar nas “setecentas” com as pessoas chegadas que minimizarem a importância deste momento para mim; vou fechar a cara um bom tempo para os que já vieram a uma festa de aniversário meu, mas não foram a um momento importante. A importância não está no título, mas no final de um ciclo difícil, no último passo de um caminho longo e árduo. E por isso tudo, também fico feliz pelos amigos verdadeiros, leais, legais, solidários, que desde já se movimentam para me amparar e aos poucos que vão comparecer, sem se importar que para isso percam um dia de trabalho, já que a cerimônia é em Salvador e não aqui. Acho um grande presente. Aguentar prováveis quatro horas de blábláblá sobre literatura, nacionalidade, ironia, humor e verossimilhança, realmente, exige paciência e extrema consideração. Quem não tem, não vai.
Depois, só sei que estarei cansada. Já ando cansada: meu texto de apresentação anda em círculos. Nem soube escolher a roupa, nem venho escrevendo nada por aqui pelo blog, nem arrumei as coisas ainda como deveria, mas o melhor é contar com os abraços certos depois de tudo isso. E sempre vem uma crise, uma dose de perplexidade até que a vida volte ao normal... Mas aí, tudo já terá terminado. Enfim, acabou-se a tortura!
Chama-se defesa porque as pessoas atacam a gente. Quem for, leve band-aid para mim!
Chegam os telefonemas, os parabéns, as saudações... E hoje eu ouvi uma bastante interessante, quando alguém me disse que considerava a cerimônia como se considera um matrimônio. Com a ressalva de ser mais importante, porque para casar basta que as duas pessoas queiram; mas para obter o doutorado são quatro anos de esforços e investimentos emocionais para os quais o querer conta pouco ou nada. Independentemente disso, acho que devido ao momento e ao percurso longo, cansativo, desafiador, é análogo à importância que se dá ao casamento de alguém. Entendi perfeitamente as circunstâncias pessoais dos amigos ocupados, bem como outros contextos específicos, mas quem gosta de mim vai estar lá. Quem tem estima e consideração vai também, me ver exposta, ouvindo desaforos, sendo cobrada dos lapsos mais bobos e compreensíveis como a letra não digitada ou a sílaba trocada; a concordância que foi esquecida porque engoli um “m” diferencial que tornam um “compreende” e um “compreendem” e vice-versa, de modo a prejudicar a formação da frase e me tornar tão vulnerável quanto qualquer outra pessoa.
É preciso ter coração para gostar de mim e assistir à exposição das falhas, os erros de raciocínio, os lapsos gramaticais, a obra que se deixou de falar, a referência imprescindível de que prescindi por escolha ou por ignorância, os erros, só os erros são lembrados. E serei somente eu contra quatro arguidores em seu papel de extrair de mim a resposta acerca de que eu venha a merecer ou não obter o título de doutora. Logicamente, quem torce, sofre. É como uma partida de futebol: quem acompanha o jogo desfruta das angústias e das satisfações da disputa; ao contrário de quem só sabe do resultado.
Só convidei quem eu queria que fosse e se alguém ficou de fora deve ter sido por lapso também. Mas, os convocados foram as pessoas que realmente significam para mim. E nem sempre a recíproca é verdadeira: tem os que não dão a menor importância e não se esforçarão em comparecer nem mesmo por uma questão de apoio e consideração. E é claro que eu me importo: apesar das tensões, é bom olhar em volta e ver caras amigas; é um gesto de carinho.
E vou me virar nas “setecentas” com as pessoas chegadas que minimizarem a importância deste momento para mim; vou fechar a cara um bom tempo para os que já vieram a uma festa de aniversário meu, mas não foram a um momento importante. A importância não está no título, mas no final de um ciclo difícil, no último passo de um caminho longo e árduo. E por isso tudo, também fico feliz pelos amigos verdadeiros, leais, legais, solidários, que desde já se movimentam para me amparar e aos poucos que vão comparecer, sem se importar que para isso percam um dia de trabalho, já que a cerimônia é em Salvador e não aqui. Acho um grande presente. Aguentar prováveis quatro horas de blábláblá sobre literatura, nacionalidade, ironia, humor e verossimilhança, realmente, exige paciência e extrema consideração. Quem não tem, não vai.
Depois, só sei que estarei cansada. Já ando cansada: meu texto de apresentação anda em círculos. Nem soube escolher a roupa, nem venho escrevendo nada por aqui pelo blog, nem arrumei as coisas ainda como deveria, mas o melhor é contar com os abraços certos depois de tudo isso. E sempre vem uma crise, uma dose de perplexidade até que a vida volte ao normal... Mas aí, tudo já terá terminado. Enfim, acabou-se a tortura!
Chama-se defesa porque as pessoas atacam a gente. Quem for, leve band-aid para mim!
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