Louquética

Incontinência verbal

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ainda para C.


Ah, um soneto!

Meu coração é um almirante louco
que abandonou a profissão do mar
e que a vai relembrando pouco a pouco
em casa a passear, passear...

No movimento (eu mesmo me desloco
nesta cadeira, só de imaginar)
o mar abandonado fica em foco
nos músculos cansados de parar.

Há saudades nas pernas e nos braços.
Há saudades no cérebro por fora.
Há grandes raivas feitas de cansaços.

Mas - esta é boa! - era do coração
que eu falava...e onde diabos estou eu agora
com almirante em vez de sensação?...

(Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa)

Weekend


O fim de semana foi bom, mas foi cansativo, no sentido de que a toda hora eu estava saindo.
Na sexta nós quatro (eu, Paty, Cléo e Dominique) saimos para dançar na The House, já à meia-noite.
Lá estava uma testosterona só, graças a Deus! Parece que soltaram todos os bonitões que esta cidade não tem e os puseram ali, na festa.
As meninas funcionam movidas a cerveja - e, como sempre olham para a minha cara de alien, pulando e me lascando de dançar, à base de água de coco. E aí, no segundo balde de cerveja (porque elas compram uns baldinhos cheios de longnecks), Cléo passou de baiana a oriental e, com aqueles olhinhos apertadinhos,descreveu um tortuoso caminho até o banheiro, de onde saiu com o vestido rasgado e uns olhos vermelhos, o que foi motivo para nossos comentários maldosos.
Cá entre nós: ela ficou tri-bêbada, sem coordenação motora e foi "chamar o Hugo" no vaso sanitário da boate, mas não admite. Daí que saiu o Dj e entrou uma banda de música brega sertaneja que tocou até Amado Batista ("No hospital, na sala de cirurgia..."), o que determinou nossa saída da festa imediatamente.
Lá vamos nós ao Jeca Total: os maconhistas e os maconheiros de sempre, às três da manhã; gente doida, mulheres de graça em busca de diversões sexuais; drogados em geral, que vieram do pó e buscavam pó para cheirar no banheiro; três ou quatro rapazes normais ortodoxos cristãos numa mesa do canto; fumaça, muita fumaça; e nada de comida.
Às três da manhã, sob uma chuvinha desanimadora, não havia comida no Bar.
Dominique e Paty, perplexas com o lugar, olhavam para Cléo e para mim, reclamando do ambiente - e a gente rindo da situação e das caras perplexas, do tipo: "O que é que eu estou fazendo aqui?".
Em zique-zague, caimos fora e arrastamos o carro ( arrastamos mesmo, bem devagarinho, a uns 30km por hora), até o Habib's, onde já às quatro da manhã poderíamos achar comida.
Achamos.
Comemos.
Cléo deu uns vexames, se desvencilhou da gente após o lanche, foi ao banheiro e voltou vinte quilos mais magra, porque chamou o "Hugo" e todos os trocadilhos e onomatopéias vomitórias que se possa ter.
Mas saiu na pose...trôpega, mas na pose.
Fui para minha casa e ainda consegui assistir Anos Dourados às quatro e meia da madruga, porque perdi o capítulo de sexta-feira à noite. Então dormi às cinco e meia e só acordei ao meio-dia e meia. E mal eu ligo os telefones, me vem a enxurrada de gente me perguntar sobre meu suco de cenoura e se eu tinha Engov em casa...
Meus livros me esperavam na sala, já em cima da mesa, mas aí Tella apareceu e aí blablabláblábláblábláblá a tarde inteira - e nem livros, nem almoço.
Saimos para o shopping numa noite de sábado véspera de Dia das mães - tudo cheio e Tella com disposição para paquerar o manobrista realmente tesudo que estava na área.
Não sei o que fizemos por lá, exatamente, a ponto de sairmos às 23h30min - acho que o tempo parou porque eu fiquei mumificada ante minha própria inconsequência em comprar os lindíssimos sapatos que eu desejava, mas que, com certeza, fizeram um rombo em minha conta, abalaram meu orçamento.
Pausa: andei fragilizada porque acho que meus sentimentos se deixam coagir pelos meus hormônios. Então liguei para Léo, que só estava esperando por isso para soltar os cachorros em mim, porque realmente eu andei pisando na bola. Aquele meu desespero de causa era obra dos meus hormônios - os mesmos que me fazem acordar beijando o travesseiro e sonhar com C. E esclareço: tenho um orgulho de dois metros e trinta e por isso não consigo colocar em pauta meus assuntos reais com C., nem ter um "cara-crachá" com ele. Léo, que não é tão bobo quanto foi, procurou ser evasivo, mas não perdeu a chance de me devolver os agravos que eu mesma fiz contra ele.
Tella, ao meu lado, com seus problemas com o crente-cafajeste de sempre. Deus salve os Adventistas!
Eu estava com fogo no espírito para sair para dançar de novo, apesar de ter bocejado desde que saí da cama. Mas o povo estava devagar e minhas amigas foram fazer D. R entre si e, depois, F.M.D.O. na casa de Paty.
Fugi, vim dormir e tive sossego até às 10 da manhã do domingo, quando eu lembrei que tinha que ir ao amoço da Família Buscapé, no Dia das Mães.
Aí foi aquela peregrinação: Jeguerina Master não fez a reserva na Cantina Aprille; fomos a outros três restaurantes e nada de vagas; fomos ao Feira VI e nada de alternativa. Por fim, almoçamos num rodízio de Posto de Gasolina na Cidade Nova.
À tarde, eu e mais duas amigas fomos ao Vanille Cafetière.
Os livros continuavam me esperando...aí, que dor na consciência!
Após mais de duas horas de bláblábláblábláblábláblá, voltei para minha casa - com a rua tomada de carros que saíam do estádio lotado e uns machistas gostosos que me gritavam gracinhas enquanto eu abria o portão de casa - ah, meus hormônios!
Abri meu livro, com fome mesmo, porque eu juro que adoro estudar.
Leio porque gosto e neste caso, então, vou dizer:esses volumes de Paul Ricouer eram meu desejo de consumo intelectual e estavam esgotados e indisponíveis para venda.
Ocorre que fizerem um box comemorativo, lindíssimo, com os três volumes de Tempo e Narrativa
, cujo conteúdo tem tudo a ver com a minha tese e eu, sinceramente, gosto da temática.
No volume I, onde eu estou, Ricouer começa a tratar do tempo no livro XI das Confissões de Santo Agostinho e através de um enredamento teórico fantástico com Aristóteles, elucida várias questões acerca da narrativa, do tempo e da narrativa histórica. O problema é que eu gosto de estudar, eu gosto desse livro, eu gosto do autor e é um prazer, antes de ser uma obrigação, ler a obra em todos os seus três volumes.
Mas meu final de semana é complicado de visitas e de amigas, que também sabem fazer chatagem emocional como ninguém, tipo essa, agora, que me impele a ir ao aeroporto daqui a duas horas, porque eu sei que ao deixar uma delas no aeroporto, a outra voltará trêmula de tanto chorar.
E eu bem me aproveito para não perder a cabeça com C., para não ceder nem aos hormônios, nem aos sentimentos, nem às tentações.
E este foi meu final de semana.

domingo, 8 de maio de 2011

Para C.


" E agora não estou tomando tua mão para mim. Sou eu quem está te dando a mão.
Agora eu preciso de tua mão, não para que eu não tenha medo, mas para que tu não tenhas medo. Sei que acreditar em tudo será, no começo, tua grande solidão. Mas chegará o instante em que me darás a mão, não mais por solidão, mas como eu agora: por amor. Como eu, não terás medo de agregar-te à extrema doçura enérgica do Deus. Solidão é ter apenas o destino humano.
E solidão é não precisar. Não precisar deixa um homem muito só, todo só. Ah, precisar não isola a pessoa, a coisa precisa da coisa: basta ver o pinto andando para ver que o seu destino será aquilo que a carência fizer dele, seu destino é juntar-se como gotas de mercúrio a outras gotas de mercúrio, mesmo que, como cada gota de mercúrio, ele tenha em si próprio uma existência toda completa e redonda.
Ah, meu amor, não tenhas medo da carência: ela é o nosso destino maior. O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça - que se chama paixão."
(LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G.H. Rio de Janeiro: Rocco,1998, pp.169-170)

Águas passadas


" - Tu eras a pessoa mais antiga que eu jamais conheci.
Eras a monotonia de meu amor eterno, e eu não sabia. Eu tinha por ti o tédio que sinto nos feriados. O que era? era como a água escorrendo numa fonte de pedra, e os anos demarcados na lisura da pedra, o musgo entreaberto pelo fio d'água correndo, e a nuvem no alto, e o homem amado repousando, e o amor parado, era feriado, e o silêncio no vôo dos mosquitos. E o presente disponível. E minha libertação lentamente entediada, a fartura, a fartura do corpo que não pede e não precisa.
Eu não sabia ver que aquilo era amor delicado. E me parecia o tédio. Era na verdade o tédio. Era uma procura de alguém para brincar, o desejo de aprofundar o ar, de entrar em contato mais profundo com o ar, o ar que não é para ser aprofundado, que foi destinado a ficar assim mesmo suspenso.
Não sei, lembro-me de que era feriado. Ah, então, como eu queria sentir a dor: ela me distrairia daquele grande vácuo divino que eu tinha contigo. Eu, a deusa repousando; tu, no Olimpo. O grande bocejo da felicidade? A distância se seguindo à distância, e à outra distância e mais outra - a fartura de espaço que o feriado tem. Aquele desenrolar-se de calma energia, que eu nem entendia. Aquele beijo já sem sede na testa distraída do homem amado repousando, o beijo pensativo no homem já amado. Era feriado nacional. As bandeiras hasteadas.
Mas a noite caindo. E eu não suportava a transformação lenta de algo que lentamente se transforma no mesmo algo, apenas acrescentado de mais uma gota idêntica de tempo."
(LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G.H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998, pp.155-156)

Na pista certa


Bom, cada um com seu raciocínio, né?

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Retrô


Acho que a Rede Globo não exibe o seu "Vale a pena ver de novo" à toa, apenas para preencher lacunas na programação: há um público saudoso por certas produções, por recordações de um tempo,por suas próprias recordações que se cruzam com as novelas, com um tempo televisivo que se ajusta às suas memórias.
Em minha infância eu ouvia muito, de manhã, a musiquinha do comercial de Cremogema e desde aquela época eu já percebia que estudar de manhã não era para mim!
Aí num desses tempos em que andei varejando na Faculdade 02 de julho, num dia concomitante a um debate meu sobre filme e um evento lá, vi alguma coisa sobre "A televisão e a invenção da infância" ou um nome assim, similar, que dava a entender que os "ilariês" de minha infância perfaziam um certo caminho na composição de minha identidade ou em meu modo de ver a vida - estou falando em referência a mim, mas obviamente a referência ali é todo mundo.
Seja um jargão de personagem de novela, seja o lado mercadológico ou a moda ditada pelos programas, seja lá o que for, televisão é um negócio que pega e, pobre de mim que deixei de acompanhar novelas desde Paraíso Tropical,sou, por isso, uma figura out, totalmente por fora.
Mas ontem eu fui dormir mega-tarde. E o motivo? paixões retrô: fiquei assistindo Anos Dourados.
Para ser sincera, ontem foi um pouquinho mais gritante essa minha pisada retrô na vida: passou o primeiro episódio de Armação Ilimitada, coisa que nem quando eu tinha 10 anos eu assisti - e é bem por aí a série, meados dos anos 1980 eu acho... Sei que eu só assisti a partir dos meus 10 anos, quando eu podia, e nem sei por quê.
Neste tempo, Kadu Moliterno ainda tinha cabelos e André de Biase também...é, o tempo devora a beleza - e os cabelos, né?
Em seguida veio o quarto capítulo de Anos Dourados e eu não lembro de quase nada da história,a não ser de Marcos e Lourdinha, o casal protagonista, mas sei que eu gostava quando eu conseguia assistir - é, eu tinha horário para dormir e ainda estava cursando o Ensino Médio, que naquele tempo se chamava Segundo Grau. Daí que no outro dia esse era meu assunto com Kátia e Denise na escola.
O canal 37 da Sky,o Viva, que exibe estes e outros programas tem intenções claras de explorar o retrô - como se os remakes de filmes e de novelas também não fossem retrô, não é, gente?
Mas acho que eu sou apaixonada pelos anos 50, isso sim: as mulheres eram muito mais mulheres, apesar da repressão e do malvado contexto, mas aqui eu falo com relação à moda mesmo.
Ah, o figurino de Anos Dourados é impecável: as mulheres usam cintos ou vestidos que destacam a cintura, as saias têm volume, os cabelos são bonitos, tanto faz se curtos ou médios, os cabelos são bonitos. E não tem nada de brega, não: os laços são comedidos, as flores, discretas; os sapatos são fofíssimos, as bolsas, as luvas e todos os acessóriosa também são.
Observo os catálogos de moda do ano passado e deste ano: xadrezes, rendas, laços, correntes, enfim, tudo igualzinho e até as oncinhas e zebrinhas do animal print continuam.
Meu ficante falou, espantado, como aquelas odiáveis calças sarouel deixam a mulher feia e eu ,que reforço o coro dos insatisfeitos com isso, disse que esta moda M.C.Hammer é excelente para quem usa fraldas geriátricas.
Francamente, advirto aos meus amigos: Chamem a ambulância do hospício se um dia nesta vida me virem usar calça sarouel ou me virem de calça boyfriend (**takiupariu, gente fina! que p%rra é aquela?) , esmalte vermelho, esmalte marrom, unha com desenho ou unha francesinha, salto anabela, sandálias Croc (**takiupariu, meu irmão, quem inventou aquilo?), roupas em verde e amarelo na mesma composição, e, claro, se um dia eu usar Free, de O Boticário, aquele perfume horroroso e brega que cheira a desinfetante, chamem um exorcista, que o caso não é desse mundo!
Eu não uso anel porque eu não suporto, me dá uma baita agonia nos dedos ( daí porque eu também seja resistente a casar - tanto por não achar um louco capaz de tal aventura, tanto porque Deus me deu juízo), não tem a ver com esses meus conceitos, não.
Tem certas roupas que a gente olha e tem medo de que ela morda a gente, por isso é melhor ser básico a ser over. , embora o idela seja o fashion. Mas, cá entre nós, a moda vive do retrô e ser retrô já não é fora de moda.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Redução de medidas


Tenho ouvido falar num nome que eu só ouvi até à adolescência: inflação. Mas entre citar o nome e conviver ostensivamente com ela vai uma boa diferença – é que eu acho que ela nunca nos deixou, não. No máximo, se re-paginou, usou outra maquiagem, indumentária discreta, teve gestos mais comedidos, como cabe a uma dama.
Você já percebeu que um pacote de biscoitos tinha exatamente 200 gramas? Há uns três anos, se mal me lembro, os 200 gramas viraram 180. Atualmente, eles são 150 gramas, com algumas variações que podem chegar a 135 gramas. Chamo isso de inflação embutida: o preço continua o mesmo. O biscoito, continua com a mesma aparência, mas você já não leva mais a mesma quantidade do produto para casa.
No meu tempo, papel higiênico tinha 30 metros, com variações para 35 metros. Hoje, tudo varia para menos na quantidade, de modo a que você pague o de sempre e não note que há alguém devorando sua renda.
Desafiando as leis da Matemática, faz um tempo que um litro passou a ser composto por 900 ml. Pela progressão que isso segue, daqui a pouco uma dúzia vai ter 09 unidades e já não vão se fazer mais metades como se fazia antigamente. Sabe agora o que é redução de medidas, meu irmão?
Eu tenho é medo dela, isso sim. E ela, ainflação embutida, está presente nos juros mensais dos cartões de crédito, que vão em torno dos 15 a 18% e nessa gasolina que já está encostando nos R$ 3,00 o litro.
Enquanto eu falava dessas mesmas coisas na viagem de ida, ontem, Paulinho Motoka me dizia que, por falar em gasolina, todo mundo que tem carro, moto, veículos, não tem nada. E que, aliás, nada do que é nosso, é nosso como a gente pensa. E explicava: você tem um carro. Caso você não pague o IPVA, o DETRAN, a Guarda Municipal, quem te flagrar, pega seu carro, apreende e você só o recupera depois de pagar o que deve, acrescido das diárias cobradas para que seu carro apreendido permaneça no pátio do DETRAN.
Se você tem uma casa e não paga o IPTU, mais dia menos dia, vem alguém ali confiscar o que é seu e, pior ainda se você morar em prédio, porque eternamente vai dever o condomínio.
E por linhas de raciocínio deste teor, Paulinho me mostrou ( e aos amigos que estavam comigo ontem) que nós não temos é nada, que o máximo que conseguimos é usufruto de um bem e não sua posse plena.
Depois deste papo, a galera começou a chiar bastante contra os incontáveis impostos que pagamos – tecla em que bato todo dia. Mas aí vou ao dito popular: “Se chiar resolvesse alguma coisa, Sonrisal não morreria afogado!” – a menos que juntemos todos os nossos chiados e em uníssono perturbemos a paz e a ordem públicas fazendo protestos, panelaços, strip-teases e muito barulho.
E eu só tenho a concordar com Paulinho e mais uma vez confirmar que pior do que isso tudo é a maneira compulsória como o Estado brasileiro se apossa do nosso salário, à nossa revelia, descontando na fonte seu INSS, seu imposto de renda. O problema do desconto na fonte é que minha fonte já está seca, meus amigos.
Aí, ainda na estrada, confirmando outra velha piadinha que diz que “Se a vida é um buraco, aquela estrada estava cheia de vida”,e muitos buracos, depois, olha a gente pagando um pedágio! Se a taxa garantisse pelo menos um acostamentozinho nas horas difíceis...
A gente tem uma visão tão rasa do que é o Capitalismo, não é? Ainda mais o capitalismo neo-liberal, que é discretinho, bonitinho, come quieto, não intervém nas Leis do mercado...e aí ficam os idiotas criticando Cuba e aquelas velhas receitas da chamada Economia Planificada, como se o Estado brasileiro não nos controlasse, não tivesse nossos bens em suas mãos... imagine se nós acordássemos desse soninho político que cochilamos no “berço esplêndido”? iria ser uma desarrumação fora do comum!
E para qualquer reclamação formal, se preparem: providenciem a xérox da identidade, do CPF, do título de eleitor, o comprovante de suas três últimas votações, Diploma devidamente reconhecido pelo MEC, comprovante de residência, Declaração de Desimpedimento, Certidão Negativa de Antecedentes Criminais, Atestado de Sanidade Mental, exames de urina, fezes, VDLR, mapa astral, medidas da cintura, cálculo da massa corporal e numerologia completa. Depois, é só ir lá e encarar a fila.