Louquética

Incontinência verbal

domingo, 7 de agosto de 2011

Tirando o time de campo


Coisa esquisita é ter uma horda de homens primitivos na minha sala, gritando por causa do jogo do São Paulo contra o Avaí: oh, cacete! o que há de tão emocionante para eles lançarem gritos assustadores, seguidos de xingamentos que se alternam com interjeições de suspense?
Mas, que saco!
E eu, que gosto tanto de minha paz, que gosto tanto de estar sozinha em casa, acato o pedido dos meus amigos e do meu primo abestalhado, para deixá-los assistir o jogo aqui em casa, já que não está sendo transmitido pelos canais abertos, supondo que terão comportamento comedido.
Bastam três homens e uma partida de futebol para tudo sair do normal, para eles saírem de si, para assumirem a identidade coletiva que me faz sair correndo da sala – e por mim, eu sairia correndo de casa – oh, meu Deus, que segundo tempo amarrado...
Os mais longos 45 minutos de minha vida!E ainda deve ter a droga da prorrogação de uns três minutos.
Já sei o que vem depois: uma fila de três imbecis para fazerem xixi no meu banheiro, berrando os comentários do jogo que, terminado, dá lugar ao barulho da santa igreja evangélica que está fazendo sua rave, mega-barulhenta.
Faz tempo que as noites de domingo não são tranqüilas, mas hoje, em especial, está tudo estridente e estereofônico.
Louvores barulhentos, alegrias barulhentas, fé ruidosa, torcida estrondosa... e neste momento desce uma chuva de palavrões em questionamento à conduta moral da mãe do bandeirinha que, não obstante, não é em nada diferente dos adjetivos voltados à mãe do juiz.
Olha, já estamos nos 44 minutos do segundo tempo e teremos acréscimo de quatro minutos, meu Deus! que tortura.
Placar atual: São Paulo 2 X 1 Avai.
Placar de minha casa: Horda primitiva 10 X O meu sossego.
Com este resultado, meu sossego foi para a linha de rebaixamento e eu vou tirar o meu time de campo, antes que os meus queridos convidados comecem a achar que vão comemorar o resultado positivo aqui na minha cozinha.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sabe com quem você está falando?


“Você sabe com quem você está falando?” esta arrogante sentença já foi combatida de várias formas, inclusive através da ironia: “Você está com amnésia?”, responderia o interlocutor.
Também a famosa frase: “Você sabe quem é o meu pai?”, expressão de um arroubo de autoridade e poder, ganhou sua resposta com o passar do tempo, a saber, “Bem, eu não sei quem é o seu pai, mas um teste de DNA pode resolver isso por você.”
Não é nem preciso procurar os vestígios das atitudes senhoriais nestas expressões – já são por demais explícitas, num país como o nosso em que o nome, a filiação e o dinheiro presume tratamento diferencial e alimenta a egolatria desse povo mal educado que se vale desses subterfúgios.
Acredito que e-mail é um meio coloquial de comunicação entre os amigos e conhecidos e, em menor proporção, pode sim, exercer uma função formal e tratar de assuntos de outra ordem. Para estes últimos nós estamos preparados, sabemos o teor, o conteúdo provável e a necessidade de alguns pressupostos burocráticos e formais.
Quando o nosso amigo passa a nos mandar e-mail contendo dados formais em excesso, passamos a cogitar se ele não está nos perguntando: “Você sabe com quem você está falando?”.
Aconteceu anteontem, com mais um amigo meu.
Ele foi vender a alma ao mesmo Capeta para o qual eu e todo mundo que eu mais conheço já vendeu: a velha história do começo da carreira e a velha história de quem pega a estrada e vai para uma das fronteiras da Bahia com Sergipe, mais para obter o comprovante de experiência do que em troca do salário.
Nem bem fechou seu primeiro mês lá e me veio com esta, na assinatura do seu e-mail – e é preciso ressaltar que era um e-mail informal, para os amigos, engraçadinho até – “JPD: Professor D.E. de T.L./Professor de X, Y e Z disciplina /Mestre em.../da Instituição.../acesse o lattes pelo site: blabblablá.”
Olha, D. E, é Dedicação Exclusiva mesmo. O resto eu abreviei, mas chamo a atenção para que o cara está informando, inclusive a sua carga horária na Instituição, seu regime de trabalho.
Ego todo mundo tem.
Para nós, que somos mulheres, dizer de onde se vem, para onde se vai, qual a titulação e etc. pode ser um passaporte para combater preconceitos, para desconstruir o juízo antecipado de que somos burras e fúteis e ser um instrumento anti-misoginia. Ou pode ser mera vaidade mesmo, de que não estamos livres. Por questões de gênero até dá para entender a atitude. O que aponto é só uma provável justificativa, não estou afirmando que informar essas coisas consiga atingir os objetivos pretendidos.
Mas, então, para os homens, nem esses álibis estão disponíveis.
Sempre que recebo um e-mail cheio desses protocolos, acho que a pessoa está me dizendo: “Você sabe com quem você está falando?”.
Ora que inútil!
Se temos a intimidade da troca de e-mails, se somos amigos ou apenas conhecidos, lógico que eu sei tudo isso.
Acho deselegante, esnobe, descabido.
Pode ser que o meu amigo apenas esteja copiando tendências atuais, em que o ego se sobrepõe à função.
Se eu for entrar nessa, aproveito para colocar meu signo, meu peso, minhas preferências, o nome do meu pai, da minha mãe e os últimos filmes que eu assisti.
Penso também que pode ser orgulho, no sentido mesmo da pessoa se sentir orgulhosa de si, feliz, e querer comunicar ao mundo (?) aonde ela finalmente chegou.
Pode ser que a pessoa seja ególatra e pense que assinando com seus títulos e funções desperte inveja. Nesse caso, há um problema grave: amigos não invejam amigos – exceto os falsos amigos que, obviamente, não são amigos coisa nenhuma – e querer despertar inveja só reforça a teoria de que algo não vai bem em uma das partes,aliás, nas duas. Por que ter inveja dos amigos, se torcemos por eles? E para quê desejar despertar inveja? Logo, o festival do ego se mostra supérfluo, mal empregado, fora de propósito.
Talvez seja mesmo moda. E se for, é muito deselegante, de modo que nunca pretendo usar um modelo desses e, se for forçada a isso, que pelo menos o faça através de um e-mail institucional.
Pensando melhor, pode ser que nunca tenha mesmo sabido com quem eu estava falando...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Aos bem melhores que eu


PRECEITO 10

Graças a Deus que cheguei
a coroar meus delitos
com o décimo preceito,
no qual tenho delinqüido.
Desejo que todos amem,
seja pobre, ou seja rico,
e se contentem com a sorte,
que têm, e estão possuindo.
Quero, finalmente, que
todos, quantos têm ouvido,
pelas obras que fizerem,
vão para o Céu direitinhos.
(Gregório de Matos)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A insistência é a mãe do cansaço


Uma das coisas mais irritantes da vida é ter que lidar com gente interessada na gente quando, no caso, a tal pessoa não nos interessa.
Isso remete a uma ideia de que, se declinamos da investida do candidato, somos nós os poços de soberba, de orgulho, de auto-confiança. Entretanto dá-se o contrário: é o interessado quem se acha, quem se julga irresistível e que, diante do nosso "não',o traduz como charminho, como jogo de sedução de nossa parte.
É deveras cansativo ter que sair enumerando com um bando de explicações e de sinônimos que não queremos namorar a criatura, que não há interesse, que não é recíproco...olha, não sei mais que distância inventar para afugentar aquele ser humano insistente.
Pior que ele são nosso amigos em comum, procurando paridades, mostrando o quanto o cara é legal, "ah, pobrezinho!", enquanto, no meu caso particular,eles dizem a entredentes o quanto eu (a megera) sou insuportável, que prefiro ficar sozinha a tentar ser feliz ao lado do "mala".
Mala= bagagem pesada a carregar; pessoa desagradável, fardo, enfadonho. É que tem que ser assim, explicadinho.
Por que ainda não inventaram repelente de maus pretendentes? não deveria ter?
Dizem que existe o estilo de moda "espanta-bofe", ou seja, umas roupas que afugentam os homens - basicamente aquela indumetária tipo Mc Hammer, com horrorosas calças sarouel ou boyfriend, cores no estilo disco-club ou clubber, sapatos plataforma com saltos pesados horríveis, tipo cavalgadura, bom, essas coisas aí. E deveria haver o spray repelente de homens que não nos interessam.
De vez em quando eu penso no caso dele, para ver se ele desgruda, se desiste. Mas não tem jeito não.
Isso os homens não entendem: mulheres são seletivas. Preferem ficar soinhas a ficar com quem não lhes agrada. É preciso muito desespero de causa para a gente tentar ficar com certos tipos.
O cara de quem eu falo é como o Johnny Bravo, do Cartoon: não tem quem faça ele se tocar de que ele deve desistir, que as mulheres não estão à disposição dele e que se houver quem esteja, não me inclua nesse rol.
No outro lado da história, cheguei em Feira após uma tarde burocrática em Salvador, à moda do "Carimbador Maluco" ("Tem que ser selado, registrado, carimbado,avaliado, rotulado...")e dei de cara com L. E., que me pegou numa ligação que, editada, confirmou as suspeitas dele sobre minha provável patricice.
Ora, meu Deus! eu odeio gente desleixada. Acho que mulher tem que usar batom, tem que usar esmalte, tem que ter acessórios e que qualquer simplicidade pode ser feminina, básica e feminina - e assim ele me pegou arrumadinha, de pasta personalizada, numa conversinha indignada ao telefone e, desta forma, tudo confluiu para ele corroborar o que eu sei que ele pensa.
Mas, eis ali um homem bonito - peça rara, muito rara na minha cidade.
Quando a gente se falou pela primeira vez eu me senti um anti-vírus fazendo varredura: escrutinei os arquivos dele que estavam à minha frente (linguagem postura, gestos), detectei algumas ameaças e, por fim, coloquei o sujeito em quarentena.
É que eu não gosto de problemas.
Problema quem deve ter é pesquisa e, ainda assim, com as hipóteses arrumadinhas para que o problema não dure.
Vi, diante dos meus olhos, um homem bonito e alguns problemas. Como tenho minhas tendências, preferi considerar os problemas em primeiro plano, de modo que ele continuará em quarentena, se é que eu já não o considere um arquivo corrompido.
Cléo, não: ela acha que eu tinha que ter ignorado a advertência e aproveitado tudo que tivesse para aproveitar - e ainda me deu dicas de vinho, traçou planos... eu nunca faria um jantar para ele.
Não sou gueixa: poderia ser até que eu fizesse alguma dança dos sete véus para um semi-desconhecido, em tom de brincadeira e de picardia, mas não gosto desse negócio de noites perfeitas.
Já tive uns namorados que entravam na brincadeira, que gostavam de todo tipo de fantasia e entravam no clima, mas também já dei de cara com uns casca-grossa tirados a pragmáticos que não gostavam de nada. Não fosse eu a admirar a inteligência de um tipo desse, mandaria ele pastar rapidinho.
Eu faria várias coisas para agradar a quem eu amo, mas com bom senso.
Tem gente que gosta de amor ostensivo: com cestas, faixas, outdoor, mensagens fonadas, gritos e tangos argentinos. Eu é que não faço e, aliás, já fiz por mera estratégia, na maior falsidade, confesso.
Mas, então, se eu não estou abrindo a guarda para o bonitão - e é bonito mesmo, plenamente - muito menos eu abriria precedentes para O Johnny Bravo ou para o Zé Bonitinho.
E tenho que ouvir as gracinhas das minhas amigas: "Está sozinha porque quer, falta de candidatos não é!". Ah, que castigo! se elas fossem inimigas nem sei o que seria de mim.
Mas, me cabe esclarecer o que eu considero problema, em geral, certo? não estou determinando o caso específico de ninguém. Então, problema é: morar com a mãe; ter filhos de outro casamento; ter uma ex-mulher a quem ele quer provar algo; ter baixo nível de escolaridade; ser dependente emocionalmente do pai, da mãe, do amigo; mudar de humor conforme o que bebe; morar longe demais de minha cidade; trabalhar demais;ser inseguro; questionar meu passado e bagunçar meu presente; não se desligar do próprio passado; ser infantil; ser grosso; ser pão-duro; ser medroso; fumar; não saber o que quer; ser convencido; ser viciado em qualquer coisa; amar o carro acima de todas as coisas; querer um menàge a trois que o favoreça;não ter ambições profissionais, culturais e intelectuais; não ter higiene adequada; ser violento; ser casado; questionar como eu imagino a minha vida daqui a 15 anos; desejar ter filhos comigo; insinuar que quer se enfiar em minha casa; colocar o futebol acima de todas as coisas e querer sempre ter a última palavra. Bem, a gente sempre se esquece de alguma coisa, mas basicamente é isso aí.
Eu odeio problemas!
E além de problemas eu tenho que aguentar as indiretas venenosas:

Linda como um neném
Que sexo tem?
Que sexo tem?
Namora sempre com gay
Que nexo faz?
Tão sexy gay...
Rock'n'roll
Prá ela é jazz!
Já transou
Hi-life, society
Bancando o jogo alto...
Esperta como ninguém
Só vai na boa,
Só se dá bem.
Na lua cheia tá doida
Apaixonada
Não sei por quem...
Agitou um broto a mais,
Nem pensou:
Curtiu! Já foi!
Foi só prá relaxar...
Totalmente Demaaaais!

Sabe sempre quem tem,
Faz avião, só se dá bem
Se pensa que tem problema,
Não tem problema,
Faz sexo bem...
-"Seu carro é do ano,
Seu broto é lindo,
Seu corpo é um tapete
Do tipo que voa.
É toda fina, modelito design
Se pinta, Hello!
Se não dá Bye Bye!
Seu cheque é novinho,
Ela adora gastar
Transou um Rolling Stone
No Canadá
Fazendo manha, bancando o jogo
Que mulher!"
Totalmente Demais!

(Totalmente demais - que Caetano Veloso, Perlla, Mr Einstein e um bando de gente canta).
P.S.: Ai, como as notícias correm

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ah, a infância! (segunda versão)


Pois é, há coisas que realmente se revelam desde cedo...

Ah, a infância!


Há coisas que são evidentes desde cedo.
E ainda tem gente que perde tempo com ultrassonografia para descobrir o sexo dos bebês: ora, eles decidem isso depois.

Outras naus


"A adoração cria o deus, como pensava Kierkegaard. A verdadeira ameaça contida na atual apoteose do cultural é a que se esconde ou manifesta na mais ou menos sutil subordinação do cultural ao político, não no sentido da tradição milenar, levado ao absurdo pelo totalitarismo moderno, mas no sentido soft democrático, da gestão e vivência do cultural como máscara, apenas disfarçada da mais trivial vontade de poderio. Tanto mais irresistível quanto se sabe até que ponto o criador ou o ator cultural - salvo raras exceções - foi sempre sensível, se não ao apelo, pelo menos à solicitação do poder a seu respeito."
(Lourenço, Eduardo. A nau de Ícaro e Imagem e miragem da lusofonia. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, p. 12)
As análises filosóficas de Eduardo Lourenço são a coluna de sustentação de boa parte dos meus argumentos e não posso deixar de dizer que ele discute muito bem os dilemas da cultura portuguesa em tudo quanto se articula com o meu objeto de pesquisa e suas entropias.
Também me ajuda a relacionar os planos que analiso e no seu capítulo Portugal-Brasil: um sonho falso e um único sonhador, esmiúça nossos problemas, sendo claro e direto naquilo que para mim já há muito é uma verdade incômoda:
"O excesso de luz que o discurso brasileiro a propósito do Brasil espalha incessantemente sobre esse continente nu que, num dia de abril de 1500, um escriba deslumbrado olhou como se fosse o verdadeiro recanto do paraíso reencontrado esconde permanentemente aquilo que os brasileiros não desejam olhar de frente, temendo não encontrar ninguém. Sem razão; encontrariam, naturalmente, um retrato digno de ser contemplado tal qual é, dispensando a "mediação" das máscaras, que, no Brasil, não são uma segunda natureza, mas a natureza original. O Brasil é o país do disfarce. Quer ver-se outro do que é, ou disfarça com tanto sucesso o que sente ser, que os outros, e os brasileiros em primeiro lugar, consideram esse jogo aparentemente inocente - de fato, fingimento permanente, se não mentira pura - a verdade autêntica." (pp. 156-157)
E daí em diante sinto como se eu estivesse vislumbrando as várias coisas que venho discutindo em As naus e em Terra papagalli, com todos os riscos que o aspecto contrastivo entre as obras pode me trazer.
Já não se discute a nação como antigamente e muito menos as filiações. E por que deveríamos nos ofender ante as coisas constatadas? se constatam é porque estão aí, visíveis e presentes.
Mas está aí um outro calo na minha tese: há um nacionalismo forte, dual, em voga. Isso me deixa totalmente intrigada.
A construção da brasilidade se renova, se põe em máscaras, se disfarça, está presente sempre - mas o discurso cultural não consegue, de todo, camuflar isso.
Como português, Eduardo Lourenço é um exímio conhecedor do Brasil tanto quanto de sua própria pátria.
À medida que penso chamar atenção para algumas questões, vejo que estou mesmo é a chamar a "tensão", o que significa que, para quem estava atrás de um bom problema, agora eles se mostram numerosos.
Penso que me amarro ao meu referencial teórico de maneira desmedida: em cada capítulo há o predomínio deste ou daquele teórico. Se eu fosse mesmo considerar, há tanta recorrência a Paul Ricouer, de quem uso 04 obras, de Eduardo Lourenço, de Boaventura de Souza Santos, De Hugo Achúgar e de Homi Bhabha, que eu acho que entrego totalmente minhas tendências.
Na minha vida prática eu acho que silenciosamente digo: "Diz-me o que ouves e te direi quem és", porque o que me enlaça às pessoas tende a ser as paridades do gosto musical. E eu gosto muito de música!
Na escrita eu acho que as escolhas teóricas rvelam muito, inclusive do meu deslumbramento, porque esses autores mobilizam tanto conhecimento, socorrem os meus próprios raciocínios, corroboram pontos de vista que eu sustento e se assim não fosse, não seriam citados por mim no meu trabalho. Mas eu reconheço o perigo de minhas tendências - acho que por isso ando tao lentamente, porque escrevo e vejo que é preciso dosar, adicionar outros pontos de vistas...
Mas, como Eduardo Lourenço já dá ênfase nesse livro de onde retirei os trechos aqui expostos, acho fundamental a forma como ele elucida o binômio cultura-política.
Pensar, conforme Kierkegaard, que " a adoração faz o deus" já mostra até onde o autor aprofunda suas análises - e que me resta, senão dizer da genialidade dele? quisera eu ter um terço dela, mas já que não tenho mesmo, o que posso fazer é tirar um proveito responsável.