Louquética

Incontinência verbal

terça-feira, 18 de junho de 2013

Choveu!


Novidade mais nova, impossível: estou abrindo um escritório de especialidades em engarrafamentos.
Nunca na história de minha vida enfrentei engarrafamentos mais longos, assustadores, pesados e em profusão que neste mês em Salvador.
Na segunda-feira de manhã, assim como ao longo do dia, juro que pedi a Deus para voltar ao domingo e acordar de novo a fim de fazer m novo dia, uma nova segunda-feira. E o dia foi terrível, tétrico, total Lei de Murphy. Saí de ônibus executivo às seis e vinte da manha e cheguei a Salvador dez da manhã.
No caminho, chuva, chuva, chuva...carros e chuvas...
Saí da universidade e fui a um quilômetro de distância do campus. Para voltar, levei uma hora e meia...Tudo errado, tudo esquisito, alunos em polvorosa, cidade em polvorosa por causa da onda de protestos contra aumento da passagem de ônibus, contra o investimento governamental nas Copas, cidade parada, aulas para dar  eu dei aula a quatro gatos pingados...Sai do campus e a rua era um deserto...
Em meu escritório vou dar alternativas para preencher o tempo no engarrafamento...Enquanto a pessoa não está nervosa, nem dirigindo, pode ler, atualizar leituras, e-mails, dar uns amassos num recém conhecido ou no grande amor que viaja ao seu lado... E na hora da raiva, quando vier a vontade de matar os engenheiros de tráfegos, esses seres que dizem que existe, mas de que nunca se teve notícias ou se avistou em vida, vale matar o tempo e, para tanto, pode-se ensaiar o vocabulário próprio, alimentando o repertório de palavrões. Xingar sempre alivia, é como uma meditação em voz alta, com destinatário explícito.
Ah, basta dizer que o dia foi horrível. Hoje, comprei sapatos!E o resto dessa história é só chuva!

Dead Kennedys is dead e outras constatações


É assim: os momentos passam, as oportunidades passam e o que não foi dito nunca será.
Tenho visto que os dias passam e não me sobra tempo para escrever aqui. Creio que desde a festa promovida pelo meu ex, com bandas covers, num sábado de maio (ou teria sido abril?), eu pouco expresso das minhas impressões pelo mundo.
Acho que lembrei disso porque não obstante ter sido uma festa boa, tinha o cara com ma camisa do Dead Kennedys. Quem usa, fala ou sabe que banda é o Dead Kennedys?então aquilo pareceu chocantemente anacrônico...Talvez nem fosse isso, mas o fato de eu me ver no espelho do fóssil musical (sem depreciações, gente...é que Dead Kennedys são referências caducas na minha história e infância, sei lá, algo assim...).
Reclamo que nada muda, que os dias são iguais...Mas bastam cinco ou seis dias sem edição para eu ver o que deixei de contar.
Para quem se interessa pela minha pouco interessante vida, digo que os rolos amorosos continuam, que os conflitos da carne me pedem cálculos morais, que penso tanto antes de fazer, que não faço, que devido ao trabalho sinto saudades loucas dos meus gatos, do meu cachorro, que faço ginástica financeira para sobreviver e ginástica cronológica para cumprir os trabalhos que comecei e que,sim, "Creio em Deus-Pai-Todo-Poderoso"para afastar as deliciosas tentações que me aparecem porque o negócio é diabólico mesmo.
Meus chás de sumiço funcionam contra o Zé Bonitinho ultimamente e eu espero que ele nunca descubra meu outro número de telefone. Ah, sim, esta é a novidade: finalmente tenho um número de telefone de operadora badalada e que não divido com ninguém a não ser com os VIPS - errei ao promover a VIP o ficante do cartão amarelo e do futuro bilhetinho azul ( e não apliquei o cartão amarelo foi por conta das minhas fraquezas porque em mim a carne é forte e a dele me agrada demais!Caso clínico, patológico de competência na horizontal que me segura a decisão e o ponto final!). Como eu sei que certas amigas minhas distribuem meus contatos,não contei do número novo.
Meu celular anterior quebrou. Ressuscitei uma relíquia chamada Motorola V3. Isso durou dois dias - a relíquia era sucata. Tive que comprar outro  escolhi um de duplo chip. Meu outro n'mero em 13 anos e eu nunca o deixarei.
Na ânsia de me empurrar um celular mais caro, a vendedora quis aumentar meu limite. Eu disse que não precisava. Ela insistiu, abriu telas, fez consultas e diante da impossibilidade, eu dei risada imaginando que eu deveria estar constando na lista de procurados pela INTERPOL e pela CIA porque ela faria qualquer coisa para aumentar este meu limite a segurar a comissão correspondente. Não aumentou nada. Nem eu queria. Não brinco com créditos nem com finanças. Meu telefone está aí e não quis nunca ter desvarios tecnológicos. O que tenho me basta.
Ah, sim, descobri que o fincante ouve muito Smiths. Sempre me liga quando está ouvindo. Na minha casa, ouve também, cata meus CDs...Não sei se sou eu que lembro os Smiths ou os Smiths que fazem com que ele lembre de mim...melhor do que lembrar os Deads Kennedys (brincadeiras à parte, até onde me consta, as bandas são contemporâneas uma da outra...o resto é só graça minha porque tem umas quatro encarnações que eu não ouço falar em Dead Kennedys)

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Só o Pink Floyd explica...


We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teacher! Leave them kids alone!
All in all it's just another brick in the wall
All in all you're just another brick in the wall
We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teacher! Leave us kids alone!
All in all you're just another brick in the wall
All in all you're just another brick in the wall
"Wrong, Do it again!"
"Wrong, Do it again!"
"If you don't eat yer meat, you can't have any
pudding. How can you
have any pudding if you don't eat yer meat?"
"You! Yes, you behind the bikesheds, stand still lady!"

Com eles!


Percebi ontem, mas disse hoje à minha amiga: "Estou dando aulas a heterossexuais. Desaprendi a dar aulas a heterossexuais!".
Disse.
E disse com surpresa, porque as áreas em que atuo são extremamente ginecocrácicas e homossexuais. Agora percebo que tratei meus alunos gays como se fossem mulheres. Desde 2006 os heterossexuais não eram sequer 10% de minhas classes. Aqui na minha cidade, minha classe, a que dou aula, não tem nem mesmo um único homem heterossexual.
Quando falei, não falei por piada. Não falo por piada. Falo por crise profissional, crise própria, de quem precisa se reinventar, de quem enxerga seus erros, seus vícios. E, sim, desde sempre eu gosto dos homossexuais, gosto sem a intenção de parecer moderninha - são meus grandes amigos e todos sabem que se contam a dedo (acho que em dois dedos) meus amigos heterossexuais; são as pessoas que compõem a minha vida. Talvez seja por isso que também tenha sido tão fácil manter distância afetiva dos meus alunos, poder dizer que eu jamais ficaria com nenhum deles, se um dia acontecesse. Tá, não aconteceu agora. Meu superego, para isso, é vigilante, tem senso de ridículo, pesa e pondera. Mas a verdade é que dou aula a lindos heterossexuais. Não obstante, minha cidade é mal servida de homens. Homem bonito é realmente raridade, mas vai e despencam numerosos deles à minha vista. Lógico, acho-os bonitos, mas não estou acostumada a isso, não.
Uma vez eu estava triste, infeliz e carente. Confundi meus sentimentos, parei e pensei numa proposta, daquele meu aluno que me chamou de cretina ao pressupor que eu houvesse casado - ele se baseou numa foto de Orkut, em que eu estava com um véu. Mas eu nunca ficaria com ele. Eu nunca ficaria com nenhum!
Havia um irmão de um orientando meu (que também foi meu aluno) que eu brincava e dizia às colegas íntimas que "Por ele eu rasgaria meu diploma, meus títulos, jogaria minha reputação profissional na lama!". Tudo brincadeira e exagero, porque o menino era bonito - meu orientando também, genética abençoada, mas eu construo relações maternais com eles, às vezes me penso como mãe deles, independentemente da incoerência da matemática de nossas idades.
Percebi que falo mais de política e de História na classe. Percebi que a conversa é diferente. Nem melhor , nem pior: diferente...
Acho que não sei mais falar com heterossexuais, no plano didático: é outra demanda. Ah, e é outra vigilância moral, semântica, comportamental, porque eles não são como os demais, têm uma faceta predadora, têm outra relação de poder e outras expectativas...Nas classes atuais os homossexuais são em menor número.Nas outras universidades em que estive, eles eram maioria e isso me deixa basbaque: Juro, não estou acostumada... Que esquisito!Que exercício de aprendizagem se desenha como necessidade, agora!
E pensar que aquela gente mal amada repugna aos Simpatizantes!Que povo, viu?!Não admitem que quem não seja homossexual defenda homossexuais... E eu não preciso ser defunto para defender a vida, nem para pensar sobre a morte, ora! Mas, bem, vá lá cada um com seus preconceitos, né?
Não brinco da mesma forma, acho que perdi o rebolado...Quando o convívio com a diversidade é só discurso, dá para levar...Mas a gente que convive realmente com a diversidade sexual, em dados contextos em que a minoria é contraditoriamente majoritária, entra mesmo em crise.
No meu mundo profissional, homossexual é maioria. Mulheres, idem. Continua a ser ginecocrácico o meu ambiente de trabalho, mas isso de ter heterossexual masculino em número massivo é uma novidade para mim...Já pensou? um monte alunos homens machos do sexo masculino heterossexuais praticantes - assim, com nome e sobrenome, para não deixar dúvidas...é muita testosterona para minha pedagogia...Vish!

sábado, 8 de junho de 2013

Exercícios

Vamos mentalizar as coisas boas...E que elas venham!

Depois...


Gosto que a minha vida me pertença. Mas não nego que às vezes ela nem parece que é minha, que quando não me sobra tempo para escrever, nem para curtir o que gosto, nem para fazer o que me apetece sinto que minha vida foi emprestado ao meu trabalho, a outrem.
Minhas turmas de lá da universidade em Salvador são heterogêneas: tem de tudo, de tudo mesmo. É uma diversidade gostosa e problemática, porque sempre tem o pessoal radical de qualquer coisa e o pessoal chato engajado. Eu não me filio a partido nenhum. Lembro do espanto de minha aluna de Pedagogia, ao me perguntar se eu era marxista, se eu era o que ,em termos de tendência política, partidária, de cosmovisão...E eu respondi que eu era apenas um ser humano que reocnhecia os pontos positivos e negativos naquilo que eu conhecia e de que poderia falar. Outrossim, não é precios ser de lado xis ou ípsilon para ter opinião.
Bom, tenho também minhas simpatias.
Estou particularmente cansada. Estou enrolada também: silenciei o término de uma relação e comecei outra. Há uns minutos o primeiro quis vir me ver, após duas ou três semanas desde que nos vimos, desde que fiz do silêncio uma resposta... E o segundo não sabe de nada! E eu não tive coragem de dizer que há um segundo que, agora, está em primeiro lugar, em primeiro plano.
Ah, estou ocupada, agora não dá. Para piorar, está chovendo um dilúvio! E para o pior ficar ainda pior, lamento ter que viajar amanhã, dormir fora de minha casa para acordar já em Salvador e evitar problemas de tráfego que nas manhãs de segunda são comuns.
Este foi o primeiro ano em que praticamente nem pensei em Dia dos Namorados. Pensei exatamente agora por causa do que me ocorreu por telefone.
Depois, tudo vai ficar para depois. Agora não dá!

domingo, 2 de junho de 2013

Visões de um paraíso




Neste feriadão maravilhoso e prolongado, fui para minhas lindas paisagens do Baixo Sul. Como sempre, me deslumbro por passar no meio das águas, águas tão próximas que molham os pneus do carro e permite ficar olhando as embarcações indo e vindo.
Lá fez sol e todas as cidades próximas, em que passei, estavam cheias de turistas. Logicamente, não fui a passeio, mas a trabalho.
A imagem aí de cima é de lá, das terras em que trabalho. Sinto-me recompensada pela paisagem.
E disso muito me orgulho, porque até para abastecer o carro tivemos que ir ao Posto da Praia, que fica numa estrada excelente para rally.
Falando nisso, na volta ainda deu para ver os saltos incríveis, num campo apropriado para Motocross, as manobras e saltos dos motociclistas profissionais. Tivesse eu tempo e dinheiro, de lá não voltaria tão cedo.
Nesses dias, dei risada junto com meu par quando ele disse que eu era a única pessoa neste planeta a ter três empregos e não receber por nenhum. Assim ele concebe, e é verdade. Mas pelo menos lá eu me divirto. Às vezes me sinto indignada com o motorista, por exemplo, que não cumpre horário. Ontem ele se reportou á minha origem, confirmou um estereótipo e ainda quis inverter a ordem do discurso para instalar uma lógica que o beneficiasse. Explico: na sexta-feira ele me deixou esperando por uma hora e meia, para fazer a travessia da cidade em que eu estava até àquela em que dou aulas, a lindíssima – Mas, meu Deus, haverá na Baía de Camamu e Península de Maraú, paisagem que não seja bonita? – e este atraso gera um efeito dominó que compromete todos os demais horários a cumprir e a descansar. Ok. Lá vou eu, tipo Caetano Veloso (em O que será?), “atrasado e aflito”.
Para o dia seguinte eu advirto, peço, rogo, imploro para que se cumpra o horário de saída. Ele teima em estipular um horário de acordo com o que ele quer e não com o que eu necessito. Penso que esta seria uma hora de por a limpo a hierarquia, os acordos e os pactos. Penso duas vezes, porque não sou disso e condeno às amigas e inimigas íntimas que vejo humilhando empregadas domésticas, esfregando poderes, títulos e lugares sociais na cara dos seus teoricamente subordinados. Não obstante, fui militar e acho que isso de se ater à hierarquia é um jogo covarde que serve para ditar quem manda, quem obedece e, lógico, quem se insubordina.
Se insubordinar é se revoltar por estar por baixo, é reverter esta lógica, pois apesar de estar hierarquicamente abaixo, este ser humano de baixo se revolta contra o de cima, passando por cima dele, desafiando suas ordens, suas indicações. Resumindo: engoli o sapo!
Mas, como não poderia deixar de ser, ao saber que eu estava no lugar combinado, no horário combinado, na situação e condições combinadas, à espera que excedia trinta minutos, o motorista veio me confirmar que eu era mesmo paulistana, não havia dúvidas, porque eu era agoniada e o baiano era tranquilo.
Falou de minha ida ao trabalho no meio de um feriado prolongado, do cumprimento à risca de dias e horários e veio com esta de que baiano era conhecido por ser preguiçoso, porque é um povo tranquilo, que cumpre o que cabe nas condições que pode cumprir. Subi nas tamancas: falei claramente que isso era um preconceito absurdo, que tem baiano preguiçoso como tem paulista preguiçoso e ser humano preguiçoso em geral e que ele estava confirmando um estereótipo para se safar de uma responsabilidade.
Para piorar, nada do que ele teria que fazer foi feito, inclusive abastecer o carro e dar andamento em certos papéis. Aí ele apelou para o tal do “palavra é força”. Dos ditados inúteis que eu já ouvi, este é o que eu mais odeio.
Ele explicou que como eu o adverti no dia anterior, ao chegar o sábado foi a força da minha palavra de advertência, sugerindo um novo atraso dele que o fez se atrasar.
Qualquer um que me conheça minimamente sabe que esta balela de palavra é força comigo não cola porque não funciona para as coisas boas. Aquilo que nos favorece, se verbalizado, não acontece; mas o contrário, o que é temível, se verbalizado, se concretiza. Na acepção desse povo que crê nisso.
Esse ditado não é mais que uma camisa de força para barrar comportamentos e filtrar semanticamente as palavras, é mais uma daquelas patrulhas para evitar que se digam nomes e coisas desagradáveis, porque estas palavras temidas, se pronunciadas, se concretizam. Não dão mesmo prestígio às palavras boas, pois você pode morrer gritando por socorro e nem por isso ele vir; e não há quem aposte em loterias que não enseje boas palavras de sorte. Porém, as coisas boas não se concretizam nas palavras.
Então eu disse a ele que minhas palavras não são tão poderosas assim, que “o que é minha palavra ante sua força de vontade?”, ou seja, ele falhou quis compensar o atraso no acelerador do carro e ainda responsabilizava a mim por uma situação provocada por ele.
Como dei carona a uma fala puxa-saco, ela ainda disse que eu não lamentasse atrasos, porque muitas vezes isso era para em salvar de uma tragédia, que por um minuto se salva alguém, se evita algo. E eu rebati dizendo que as obras do acaso funcionam na ordem inversa, também: que por causa de um atraso muita gente morre e se estrepa, que não há mapa que anteveja uma coisa ou outra e que o máximo que a gente poderia fazer era se planejar e cumprir com o que compete a cada um.
Sou metódica, mas nem tanto assim. É que não me sinto confortável deixando os outros me esperando e cobro aquilo que dou.
Acredito que quando a gente erra, no mínimo admite e se desculpa, procurando não reincidir.
O motorista apelou ao além, ao estereótipo, ao preconceito, aos determinismos, para se safar de uma culpa e responsabilidade que era obra e graça dele.
Mas, excetuando isso, que, aliás, em nada diminuiu a felicidade da viagem de ida e de volta, adorei ter ido. Não tenho certas frescuras, não. É certo que desejei ir para a Cachoeira do Tremembé, de dar um giro em Itacaré, em Boipeba e depois, na volta, ficar em Morro de São Paulo até à terça-feira... Mas eu tinha que voltar, até porque os últimos fragmentos do muro que eu tenho a derrubar estão com certo atraso, haja vista as coisas concernentes ao meu mais recente emprego.
Andei pensando na minha ex-amiga, também: pois é, a pessoa até hoje foi incapaz de me parabenizar, desafiou minha lógica pessoal, que aplico porque vivo e acredito nela: Quando a gente ama um amigo, confunde as vitórias dele com as nossas próprias vitórias. Ela não veio comemorar comigo, não se irmanou... E acho que sugeriu que eu tivesse inveja dela, mas penso que só pode ser engano de raciocínio meu, pois eu não teria o que invejar naquela pessoa. Será que ela quer dizer inveja de coisas materiais? Não há nada de material na vida dela que, adquirido em 48 ou 60 prestações, eu também não pudesse ter, caso quisesse... Não deve ser, né? Eu nem tenho vaidades mínimas como usar joias ou investir na aparência externa da casa... Não faria sentido. Tenho vaidades, sim, culturais, estéticas, coisa de querer produtos bons, de qualidade, frequentar lugares bons, ser uma pessoa, como eu digo, Terceiro Piso... Bem, talvez seja o mesmo jogo do motorista: a pessoa não assume sua parcela de culpa e responsabilidade pelo ocorrido e apela para o plano abstrato, revertendo os lugares e desqualificando a vítima em favor do criminoso. Conheço esse jogo!