Louquética

Incontinência verbal

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Qual é a música?


Para os momentos de tédio: músicas do Radio Head, tipo Karma Police;
Para lembrar um amor: músicas do Police, tipo Every breath you take;
Para fazer uma boa faxina em casa, o pique do axé, tipo qualquer música baiana;
Para dançar, Black Eyed Peas, Bob Sinclair, Lady Gaga e, principalmente, Pitbull, com You know I want you e o Blur, com Song 2;
Para se suicidar, após muita depressão, músicas dos Smiths;
Para ativar os neurónios, músicas de Caetano Veloso, Chico Buarque e Belchior;
"Para desentristecer, leãozinho, o meu coração tão só", as músicas dos Beatles, os reggaes e os ska.
Para Ernesto, no meu apartamento na barra, num sábado à noite, há muitos anos atrás, Adriana Calcanhoto cantando assim: "Eu chovo/ sobre os seus cabelos/ pelo seu itinerário/ sou eu o seu paradeiro/ em uns versos que escrevo/ depois, rasgo".
Para Allan Kardec, numa noite de sábado, no Bahia Apart Hotel, na Barra, o U2 cantando With or without you.
Para Marcelo, em todas as noites que eu passei em Aracaju, sozinha, sonhando com ele, Snow Patrol, cantando assim: "Tell me that you open your eyes" e uma série de outras músicas contemporâneas a essa.
Para Francis Jefferson e suas noites perfeitas, todas as músicas do Kid Abelha que ele pôs para eu ouvir;
Para o loirinho que eu conheci no show dos Detonautas, numa noite de sábado, essa mesma banda cantando: "Tento te encontrar tanto/para dizer:/"Meu amor, tudo bem"?
Para Thales e nosso encontro na 40 graus, numa noite de sábado, By the way, do Red Hot Chilli Peppers e Promiscuos da Nelly Furtado;
Para tudo ficar engraçado, Genival Lacerda e seu Radinho de Pilha, Severina Xique-Xique, Coitadinha da Ivete e outras mais.
Para rir da cara dos outros: Sertanejas;
Para se oferecer: Funk;
Para o sexo: Românticas;
Para pensar na vida: MPB
Para viver: Rock and roll;
Para agir: Pop Rock
Para pegar gente: Axé.
Para dormir: Silêncio.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O que há de errado com o meu coração?


Que bom que meu Príncipe manteve contato.
Gostaria de ser mesmo digna de cantar "Se acaso me quiseres, sou dessas mulheres que só dizem sim".
Ah, que bom seria.
É verdade, estou galinhando, namorando muito...mas veja o histórico: eu estava na gaiola.
Eu passei dez anos num namoro sem futuro, com uma pessoa totalmente diferente de mim, isto é que não tinha nada a ver. Depois veio a gaiola da minha paixão por Marcelo. Três anos de prisão.
Amei Marcelo e fui correspondida. Fui feliz por três meses.
A relação acabou, os sentimentos continuaram.
Ele foi meu alfa e meu ômega: princípio e fim de tudo. Amor verdadeiro e intenso que me deixou em luto e trauma ímpares ao acabar. De fato, nunca amei tanto alguém. Talvez nunca mais volte a amar.
Sim, me sinto incapaz de amar verdadeiramente, agora. "Até parece loucura./ Não sei explicar/ É a verdade mais pura: eu não consigo amar".
Se o meu príncipe não me mantivesse contato eu iria me sentir mal, triste, infeliz, inferiorizada...mas minha empolgação é só vaidade...ele é instrumento de minha vaidade...não é amor.
Ele, o meu príncipe Thales, parece Hugh Grant e eu fantasio com isso. No plano da realidade, ele é cavalheiro, educado, inteligente, rico, lindo e admirável: só vendo para acreditar. E também é vaidoso.
Cansei de amar Marcelo e de sofrer por ele.
Cansei de pegar 06 horas de viagem para Aracaju só para ver (olhar) a cara dele e voltar frustrada para Feira, consciente de que jamais teria quem eu amo.
Fiz promessa para Santo Antônio para esquecê-lo.
Agora ele está cem por cento a fim de retomar a relação e eu não consegui dizer a ele que não o amo mais. Como isso pôde acontecer? tudo teria sido tão diferente!!! passou o tempo da paixão. Dizem que a paixão dura até cerca de três anos. A estatística me pegou, a eficácia do simbólico me ajudou e agora não amo mais.
Cacete! Não amo ninguém.
Faz uma falta!!!
Gosto do abraço, gosto de ter em quem pensar antes de dormir, gosto dos sonhos, dos planejamentos, da espera...ah, ter alguém que dentre todos os mortais é o ímpar, é especial...ah, que lindo!!!
Apesar de tudo, viva a leveza!

domingo, 6 de setembro de 2009

'Pero que las hay, las hay"


Bem, o fragmento atribuído a Cervantes, segundo o qual embora não se creia nas bruxas elas existem, muito nos ensina.
Tenho uma coleguinha mais ou menos assim: mediadora, gentil, correta, idônea, amiga, solidária e com uma de fragilidade surpreendentes. Eis a bruxa.
É o perfil da pessoa que é amiga de todo mundo para, uma vez se apropriando dos segredos alheios, divulgá-los entre os seus supostos melhores amigos, numa cadeia interminável de intrigas e fofocas.
Outro fator interessante é o processo de edição das falas, dos diálogos e das ações dos outros. Isso funciona como se alguém, atrás de uma porta, ouvisse de repente: "Tire a calça!" e daí construa uma narrativa erótica. Contudo, o "Tire a calça" tratava-se de um imperativo de duas pessoas arrumando uma mala - em que uma delas reclamava do volume a mais dessa peça de roupa.
Sim, ela é do tipo de pessoa que diria: "Se vocês forem agora ao presídio irão encontrar o pai de José"... O caso é que o pai de José, minha gente, é carcereiro. Óbvio que estará lá, não é?
Essa amável pessoa comentou os problemas financeiros de outra colega - isso, claro, tempos depois de comentar a diferença salarial (para mais) dessa mesma colega - e a coitada lá, confiando.
Sim, ela é uma bruxa: faz previsões e joga cartas. Joga com as impressões que deixa no universo simbólico de quem recebe a notícia de que irá morrer ou passará pela morte de alguém querido. Mas, como condenar essa falta de humanidade se ninguém consegue ver o quanto ela é maldosa?
Também dizem que o finado Antônio Carlos Magalhães dizia que "Aos amigos, tudo. Aos inimigos, a justiça". Ela também é assim, populista.
É preciso muito faro e olho vivo para percebê-la em sua sagacidade, em sua ardilosidade e nos escamoteamentos que ela faz...
Coitados dos meus amigos! Eu nunca diria nada. Não funciona dessa forma: é preciso ver, juntar as peças...por mais que os exemplos dêem pista, não adianta.
Figurinha invejosa, mal resolvida e mal agradecida (não comigo). "É vil, é mentirosa/ a alegria alheia a incomoda/ venenosa, erva venenosa"... música feita sob encomenda para ela, aposto!
Sim, eu creio nas bruxas. Mas, para elas, Mário Quintana:
"Esses que agora
Atravancam meu caminho
Eles passarão
Eu, passarinho."

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Hoje eu quero sair só


Ir à festa em Feira de Santana tem sido um problema: não tenho amigos por lá. Não dos que tenham gana de sair, que gostem de dançar.
Até mesmo os meus amigos mais constantes, isto é, os do trabalho, têm preferido programas contemplativos, regados à gordura e ao álcool.
Dei graças a Deus não frequentar mais a sexta sem lei, que ocorria na saída das aulas da UNEB: eram um negócio de encher o organismo de batata frita, coca-cola, vinho e carne do sol...falar mal dos outros e ir dormir uma da madrugada!!! Saí dessa e, para minha sorte, odeio álcool. Aos que ficaram, o impacto está vindo agora.
Mas o caso é que sou hiper ativa (separei para enfatizar). Minha maior amiga me dizia que eu era imperativa e não hiperativa.
Tenho o maior fogo para dançar. Gosto do agito, da atividade, da ação. Nunca fui uma boa sedentária...
Em casa, não vejo novelas porque adoro ver videoclipes e dançar: é assim, fico no Multishow, corro ao VH1, ao Play Tv...e se está ruim, circulo as rádios da sky. E danço. Geralmente, danço até às nove meia da noite ou dez. Adoro dançar!
Louvo, todo dia, esse negócio de morar sozinha. Poxa, como é bom! Ligo meu som, danço e curto o que quero.
Mas neste sábado tem festa de aniversário da Jovem Pan de Feira de Santana, com o Skank e umas bandas de maconheiro - aqui foi brincadeira com o reggae, que eu adoro, mas quis provocar um amigo meu em particular.
Vou sozinha.
Odeio festa de camisa, porque odeio farda (e também odeio coreografias) porque limitam nossa criatividade. Mas, estando sozinha, melhor pagar o dobro e ficar na área VIP...
Como em todas as festas, antevejo: não ou encontrar ninguém conhecido. Vou chegar sozinha e vou sair sozinha.
Vou me sentir um pouco deslocada e sem jeito. Ao procurar um táxi para voltar, vou me sentir desprotegida.
Apesar de tudo, vou sair pensando em me divertir. Eu não aguentaria renunciar ao prazer de dançar, de ver bandas que me interessam, particularmente, o Skank.
Há um tempo atrás eu curtia tudo isso a dois, com minha maior amiga, minha comparsa. Poxa, sinto uma falta enorme dela!!!ela me ajudava a ser louca...hoje ela é louca por um maconheiro que estudou comigo na UEFS, sem futuro, sem argumento, sem trabalho, sem perspectiva...veja, ele levou 11 anos para se formar, com medo de que o diploma lhe trouxesse a obrigação de trabalhar. E, claro, nunca apoiou nossa amizade. Aí, acabou o contato.
Meu outro amigo em Feira, Héber , é gay e concorre comigo pelos heterossexuais.
Se ele me deu a maior força em relação a muitas coisas nesta vida, por outro lado sempre fez objeções para os amigos heterossexuais dele que se interessaram por mim, jogando areia na relação entre mim e o candidato.
Pois, então, sou sozinha.
Às vezes isso me excita. É uma delícia ser e estar só, sem amarras.
Achei engraçado o pitbull problemático do meu ex-namorado dizer, hoje, que mandou Rosa, a concumbina dele, pastar um pouquinho, porque aprendeu comigo o valor da privacidade, que ele gostava de ficar sozinho. Ora, ora!!!
Desembarcar no Rio de Janeiro, na Ilha do Governador, sozinha, foi uma delícia.
Quando estive sozinha na UNICAMP, para minha comunicação e conheci Felipe, foi excelente!
Gosto de galera e tudo, mas não nego que me articulo bem com a minha solidão.
Thales criticou aquelas mulheres que saem para a festa pensando em namorar. Critico isso enquanto razão única de sair, sabe? mas é claro que eu quero ficar com alguém na festa, quero poder cantar: "Segunda-feira é só história para contar!"...seria maravilhoso
Minha festa de ano novo, Reveillon Enchanté, foi com uma turma de amigos. Só por isso valeu, porque pelo resto ouso parafrasear por um Reveillon Chatée, chatésimo.
Ô coisa chata é axé, Ivete e Saulo! Viu, nem sempre as pessoas fazem o ambiente.
Antevejo um Reveillon de 2009 para 2010 assim, sozinha: mas devo estar pela Boomerangue, dançando. Não quero é ficar idiota, pulando sete ondinhas numa festa sem glamour na Praia do Forte.
Eu, de vez em quando, fico assim, vendo tudo como previsível. Meu destino (embora eu não acredite nele) não é assim de grandes saltos, sabe?
Bem, mas sábado eu irei à festa...e como Lenine, " Hoje eu quero sair só".

O homem que copiava


Minha estréia no doutorado em Letras foi marcada pelo caso sui generis da ação movida contra o Instituto de Letras e seu explícito ato de disponibilizar obras completas e parte de obras na xérox.
Achei um absurdo!
Ora, os direitos autorais sobrevivem sem esses subterfúgios eleitos com fins de inclusão. Muitas vezes, é a partir de um capítulo reproduzido, xerocopiado, que nasce o interesse em adquirir o livro e ter acesso ao seu conteúdo integral.
A xérox atende aos pobres e serve à praticidade.
Quando Harold Bloom em seu O cânone ocidental: os livros e a escola dos tempos justifica que o cânone literário é, sim, branco, masculino e ocidental, ele também nos diz que temos que fazer escolhas. O cânone existe porque é retroalimentado a partir das escolhas, tendo em vista que, segundo ele, não há tempo, em vida, para lermos tudo.
Então, também não há bolso que resista a adquirir integralmente todos os livros que compõem as nossas referências bibliográficas.
Mas, sim: achei um absurdo esse negócio de uma denúncia anônima ao órgão responsável pelos direitos autorais. Seria uma incoerência!
Mas eu encontrei o homem que copiava.
Quem pensou que iria encontrar por aqui uma sinopse do filme homônimo de Jorge Furtado, que traz Lázaro Ramos protagonizando justamente as agruras de um rapaz que trabalha numa xérox e que decide copiar algumas cédulas, dançou! Mas advirto que é bem mais dramático.
Ao encontrar o homem que copiava, entendi as denúncias e até assinaria embaixo: ele tem uma violência gratuita e fortuita contra os seus clientes.
Pedi umas xérox no único horário possível de fazê-lo. Contudo, precisava entrar na classe, para evitar levar falta. Diante disso, esperei minha vez na fila e, chegando ao homem que copiava, informei: "Gostaria destas xérox. Como não poderei esperar agora, adianto o pagamento e retorno para pegá-las dentro de uma hora e meia, aproximadamente, quando será intervalo da aula".
Nem notei nenhuma ofensa na minha proposta.
Não lembro de ter agido de outra forma a não ser com perplexidade quando ele me respondeu: "Estou cansado dos pedidos de vocês! Não pode, não pode!!!", vociferando numa estupidez atroz.
Perplexa eu estava. Perplexa eu fiquei e só pude mesmo responder: "Guarde sua estupidez e violência para quem, de fato, merece".
Ao bom entendendor, disse a ele, nas entrelinhas, que ele estava descontando em mim a raiva mantida ou destinada a outra pessoa". E nunca mais voltei lá.
Ele é o "dono" da xérox. Um velhinho aparentemente inofensivo.
Só aparentemente!
Aí o povo da fila, que viu tudo e não entendeu, falou comigo que costumeiramente ele faz esses espetáculos.
Presumi que quem andou denuinciando o serviço dele foi alguém que passou pelo que eu passei.
Nesta semana voltei lá, depois de um semestre inteiro sem me aproximar, apesar das necessidades acadêmicas.
Ele já nem se lembra de mim...a vida continua. Mas eu não esqueci!
Cheguei à conclusão mais que óbvia de que há velhinhos medíocres e que, nem sempre, a idade traz sabedoria.


domingo, 16 de agosto de 2009

Ou isto ou aquilo!


Há males que vêm para o bem...mas a maioria, vem para ferrar a gente mesmo!
Eu estava hesitante com um concurso por fazer...ainda nem decidi se vou fazer ou não, sabe? mas o que me deixava na berlinda era o seguinte: Estou cansadíssima de estudar e trabalhar ao mesmo tempo. Se é verdade que gosto de Xique-Xique, não é menos verdade que ando de saco cheio das relações interpessoais por lá e daquela viagem extremamente desgastante.
a alternativa número 02 seria justamente o bendito do concurso, naquele lugar que eu detesto, isto é, Aracaju. Além disso, não estudei nada, ainda.
Minha bolsa de doutorado está para sair: seria o exercício de ficar dedicada apenas ao estudo, mas vivendo com uma quantia tímida de dinheiro. Ora, quem mandou eu não ter PAItrocínio, não é?
Aí me vem o chefe dizendo que solicitará a prorrogação de meu contrato e eu não sei medir isso. O bom é ter a tranquilidade do meu salário mensal...mas não aguento mais os meus sábados comprometidos com o trabalho e as aporrinhações do cotidiano do Bigbrother (isto é da casa dos professores) - que, diga-se de passagem, tem paredão e eliminação e, além disso, custam muitas estalecas se manter por lá... e eu que caí na malha das personas non gratas pela líder...ih, meu irmão, tô ferrada.
Mas minha boa notícia é essa e de fato fico mais tranquila com a possibilidade de prorrogação de meu contrato, mas não tenho mais saco para um presente contínuo desse tipo. Como diria Raul Seixas: "Tem que acontecer alguma coisa, meu bem/parado é que eu não posso ficar!"
Mas, é sério, eu estou feliz pela tranquilidade que esta notícia me traz, mas preocupada com o cotidiano...
Lembro logo de titia Cecília Meirelles em seu "Ou isto ou aquilo", mostrando a necessidade da escolha e os caminhos sempre bifurcados. Ainda bem que eu tenho dúvidas!

Medidas práticas para afastar visitas


Odeio gente em minha casa fora do prazo de validade.
O prazo de validade é de 04 dias. Depois disso, viro um urso selvagem, me incomodo com a falta de privacidade e não suporto as mudanças causadas em minha rotina.
A pedido de meu amigo Anselmo, eis as melhores dicas para afastar as visitas que já se instalaram em nossa casa:
1) A abundância e variedade do cardápio deve durar apenas 03 dias. Após esse prazo, instaure a escassez e, antes, vá gradativamente diminuindo a qualidade dos alimentos;
2) Jogue a visita na rotina da casa, isto é, nas faxinas, cuidados e conservação dos móveis da casa. Lavar pratos é desestimulante e contribuirá para que a visita caia fora - mesmo por que, a visita está em casa alheia procurando férias. Não ceda!
3) Desligue o fio terra do chuveiro: após alguns choques, a visita se tocará que esse desconforto é uma agravante na falta de qualidade do passeio pela sua casa;
4) Se você tem um animal doméstico, não o desestimule quando ele amolar as unhas nas malas da visita e muito menos reprima a tara do seu cachorro pelas pernas das visitas;
5) Faça barulho, dance músicas irritantes e encha sua casa de gente irritante e gritalhona.
6) Dê indiretas e encarne uma tensão pré-menstrual: mau humor espanta muita gente!
7) Faça pequenas armadilhas: uma torneira que esguichará água na visita; fios descascados sutilmente deixados perto da área de circulação da visita; assentos soltos de cadeiras e ações em favor dos acidentes ajudam muito.
8) Pendure uma vassoura atrás da porta, de cabeça para baixo: essa clássica simpatia deverá ser percebida pela visita. Deste modo, o recado estará dado.
Caso não surta o efeito desejado,ofereça a vassoura como veículo para a visita: se ela for esperta, notará que está sendo chamada de bruxa;
9) Exclua a visita: saia, desapareça e deixe a miserável sozinha em casa. Ao chegar, não esqueça de enaltecer as benesses da saída;
10) Se houver animais peçonhentos próximos à sua casa, espalhe alguns por lá. Ainda que você não só plante, poderá fazer terrorismo psicológico com a visita. Isso pode ser alargado para coisas como fazer propaganda dos altos índices de doenças, assaltos e violência que assola o bairro;
11) Conte misérias: as misérias do cotidiano deixam a visita deprê e a expulsam para um ambiente "melhor";
12) Invente dietas esquisitas e corte o fornecimento de alimentos na casa no final do terceiro dia;
13) Crie compromissos imaginários de modo a que a visita perceba que está atrapalhando e que você tem o que fazer;
14) Não troque nem forneça roupas de cama à visita: ela que se vire! lembre-se que quanto maiores as dificuldades criadas, menor será a estada da pessoa indesejada;
15) Encha o saco da visita com assuntos esotéricos e religiosos: ninguém suporta altas doses de paranóia.
16) Esconda os controles remotos de todos os aparelhos ou, simplesmente, retire as pilhas para simular defeito: isso é tremendamente irritante.
17) Procure não retribuir à visita: você poderá ser vítima de suas próprias ações.
Esta é uma obra de ficção. Veja lá o que vão fazer!