Louquética

Incontinência verbal

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Outras viagens




Roupas no varal
Chuva de verão
Os dias outros no quintal
Vão me dando a direção
Se você perguntar o que eu fiz
Se você quer saber o que eu quis
Ah, o tempo passa e eu penso demais
Pra dizer ao vento que me satisfaz
E eu minto!
Quartos de hotel
Ah, alguém que se perdeu
Se você perguntar o que eu fiz
Se você quer saber o que eu quis
Ah, o tempo passa e eu penso demais
Pra dizer ao vento que me satisfaz
Tanto faz
O tempo passa e eu penso demais
Pode ser que eu tenha te deixado pra trás
E eu sigo
E eu minto
E eu sinto
Se você perguntar o que eu fiz
Se você quer saber o que eu quis
Ah, o tempo passa e eu penso demais
Pra dizer ao vento que me satisfaz
Tanto faz
O tempo passa e eu penso demais
Pode ser que eu tenha te deixado pra trás
E eu sigo
E eu minto
E eu sinto
E eu sigo
(Sabonetes - Hotel)
Acho essa música a cara do céu cinzento de São Paulo, todo tempo, o tempo todo.
Talvez seja porque a banda Sabonetes andou dizendo que ficou muito tempo sendo classificada como mais uma banda da Rua Augusta.
E me lembra a semana que eu e Tatiana passamos lá em São Paulo: ela, olhando os tamaguchis e eu vesga com as réplicas de Thales, um bando de gostosos, altos e branquinhos que transitavam pela Consolação ou mais perto da Pós da Mackenzie.
Acho que estou inconsolável porque vou deixar minha amiga sozinha em São Paulo, no mês que vem, ou em companhia duvidosa...descobrimos isso ontem, quando encaramos o calendário e eu, que não vou mais me encontrar com o Capeta, por opção e por prudência, posso ter que ir pagar umas coisinha a Caronte justamente na data de nossa viagem...o barqueiro pode escolher essa data.
Mas, estou triste por isso: tínhamos planos juntas e eu nem sei o que vou dizer a quem está me esperando.
E por enquanto, de consolo, já que pelo jeito, ironicamente, nem vou à Consolação, vou ouvindo os Sabonetes para lavar a alma - putz, bonitão o Arthur, aliás, a banda toda é bem servida de homem!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

"...Easy like a sunday morning"


O mais idiota dentre os meus cachorros me acordou, a la Shakespeare:Muito barulho por nada, às sete da manhã.
Claro que minha primeira reação foi difamar a mãe dele, aquela cachorra!ora, pois, se todo mundo adora dormir até mais tarde no domingo, quanto mais eu, que um dia por semana não durmo.
Mas, é interessante: estava passando um clipe de Sting, logo que eu me levantei...e daí veio um solzinho confortável que me fez pensar no caminho sempre lindo que eu faço, quando o sol colabora, quando o tempo permite e quando a grana ajuda até Guarajuba ou até à Praia do Forte.
Não tenho o menor mau humor em acordar cedo quando o compromisso é comigo mesma ou com um lugar que eu gosto.
Não acordei mal humorada, não: fiquei irada com o meu cachorro porque ele me acordou antes da hora, porque estava fazendo um barulhão por coisa nenhuma, apenas para incitar os outros dois cachorros a brincarem com ele, ou seja, foi para chamar a atenção.
Aí me veio o refrãozinho: "That's why I am easy/I am easy like a sunday morning", porque se o domingo é um dia universalmente chato, as manhã de domingo são deliciosas sempre. E fiquei, bem easy.
Tenho coisas a corrigir, coisas a escrever e coisas para estudar - além da vida comum, de lavar roupa e ir ao supermercado, atender 04 telefonemas do meu primo cafajeste, que no momento está com o meu carro, fazendo barberagens, porque afinal o carro dele está para chegar.
Por falar nisso, se eu pudesse colocaria uns adesivos no meu carro, mas adesivos sinceros:
adesivo 1: Quando Deus quer é assim: em 48 prestações!
adesivo 2: Propriedade do Senhor...e da financeira, claro!
adesivo 3: Mantenha distância: Mulher na TPM.
Ainda sobre o item família, eis o pior dia para ir a restaurantes: domingo é a folga de todo mundo e dia de trégua nas brigas de família. Então, vão comungar nas churrascarias, nas pizzarias, nos restaurantes, nas praças de alimentação, porque tem família que é tão individualista que propõe o restaurante a quilo, de modo a que "cada um paga a sua e a amizade continua", e aí é uma profusão de crianças correndo, gritando e chorando pelo shopping, em frente a pais sem a menor autoridade, fazendo ouvido de mercador para aquela estridência irritante, para tornar normal e perdoável a pouca educação dos seus filhos.
Cinemas, no domingo, é coisa para louco: todo mundo está fazendo isso e a fila se torna um espetáculo paralelo, com adolescentes twitteiros em conversinhas produtivas sobre o Restart ou sobre o traçado do rabo de Luann Santana.
Por tudo isso eu prefiro a praia.
O pior de Guarajuba é chegar tarde: você fica circulando feito um otário atrás de vaga no estacionamento, com o sol rachando o crânio primeiro, e depois o sol assando os pés da gente na areia quente. Passada essa fase, caso você se atreveu a ir à praia às 11 da manhã, tudo bem. Guarajuba é praia limpa e organizada, sem sambão e sem baixaria, com chuveiros e banheiros limpos e organizados, para você se arrumar o quanto precise.
Em Guarajuba há placas invisíveis dizendo:"Sem farofas!" e placas explícitas proibindo carros com som alto, ou seja, você não corre o risco de desfrutar da sonoridade duvidosa dos pagodes e dos axés.
A água, então, parece artificial de tão agradável - ali o tempo passa, o tempo flui sem dar a menor dimensão de perda. Eu me desligo mesmo, salvo quando minha tia resolve ir conosco e quebrar a paz, isto quando ela está mal no relacionamento.
Passam muitos gatos em Guarajuba, também, contribuindo para melhorar ainda mais a paisagem.
Saindo da praia, a gente pode ir lá nos quiosque e no vagão do Bob's, pegar um milk-shake, ou ficar bobinho, olhando o areal e a Lagoa...ou entrar na Cantina, tomar alguma coisa e ficar contemplativo, olhando os passarinhos brincando sobre as águas da Lagoa.
Na volta, quase sempre passamos num Jorrinho no meio do caminho, ficamos meia hora em confortável água doce, onde geralmente colocam bons Cds de MPB no bar que fica lá...a esta altura, o sono já me pegou e me dá uma preguiça boa.
Não vou mal agradecer a esta manhã que começou mais cedo para mim e sem praia: pude curtir imaginativamente o lado bom de quando acordo cedo para ir à praia.
E continuo easy, like a sunday morning.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Certas canções que ouço


É quase genérico o fascínio que os estudantes de História têm pelo estudo da Ditadura Militar brasileira - só comparável ao fascínio exercido pelo desejo de conhecimento da Mitologia grega.
Para aqueles que são memória viva do período da ditadura, é imperdoável a pouca memória do brasileiro e seu desinteresse pela sua própria história. Acho que há um cansaço aí, também.
As nossas experiências políticas que a Literatura ficcionalizou comprovam que tanto faz se é Império ou República, tanto faz a forma de governo, o povo é sempre desfavorecido (vide os personagens e as narrativas de Machado de Assis e de Lima Barreto). Até a Independência e a Proclamação da República foram feitas à revelia do povo.
A História do Brasil se tornou um aglomerado de frases feitas sem o menor sentido prático: "Independência ou morte!", por exemplo!
Das nossas descrenças no país do futuro que ignora seu passado e enfrenta um presente contínuo, fica em primeiro plano a total certeza de que não há político honesto nem salvação pela honestidade e pela idoneidade política. Aprendemos que todos, invariavelmente, metem a mão na cumbuca e se aproveitam dos cargos públicos para tratar de alimentar sua riqueza pessoal.
Mas ainda sobrevivem muitos que até hoje acreditam que os presos, torturados e mortos pela Ditadura eram delinquentes. E como deram o mau nome, totalmente inadequado, de Revisionismo Histórico para quem nega a história, seus vestígios, sua constituição ( o que inclui negar o Holocausto, apesar dos sobreviventes, das estruturas das prisões e dos campos de concentração, de vários documentos), temo que o Revisionismo consiga apagar ainda mais a vaga lembrança do brasileiro em relação à sua nação.
Ninguém esquece quem venceu a Copa de 1956, mas ninguém vai lembrar em quem votou para Senador, nem quem era presidente do Brasil em 1996, nem qual é o nome do atual presidente da Nicarágua. Sabemos, porém, que Ronaldinho foi casado com Daniela Cicarelli. Eis a nossa memória.
O canal Brasil está exibindo, para bem de nossa memória, a série de documentários chamado Canções do Exílio. Excelente!
Tem depoimentos incríveis e esclarecimentos indispensáveis, contados pelos próprios cantores que foram exilados.
Tem a fantástica história da composição de Cálice, por Chico Buaarque e Gilberto Gil, e todo o aparato das imagens usadas, além da assunção, por parte de Gil, de que ele não cantaria jamais esta música, pela dor de suas imagens e de suas lembranças.
Vale dizer que o contexto de escrita da música foi mesmo a Semana Santa - daí o cálice contra o cale-se.
Por muito tempo escrevi sobre as músicas do LP Transa, de Caetano Veloso, explorando o embate cultural da estada de Caetano em Londres - no documentário, todos falam das inquietudes de caetano no Exílio, da impaciência, da dor, do desespero e da tristeza, especialmente por estar longe do filho mais novo.
Mamãe Coragem é a música que acompanha a vinheta de chamada da série:

Mamãe, mamãe, não chore
A vida é assim mesmo
Eu fui embora
Mamãe, mamãe, não chore
Eu nunca mais vou voltar por aí
Mamãe, mamãe, não chore
A vida é assim mesmo
Eu quero mesmo é isto aqui
Mamãe, mamãe, não chore
Pegue uns panos pra lavar
Leia um romance
Veja as contas do mercado
Pague as prestações
Ser mãe
É desdobrar fibra por fibra
Os corações dos filhos
Seja feliz
Seja feliz
Mamãe, mamãe, não chore
Eu quero, eu posso, eu quis, eu fiz
Mamãe, seja feliz
Mamãe, mamãe, não chore
Não chore nunca mais, não adianta
Eu tenho um beijo preso na garganta
Eu tenho um jeito de quem não se espanta
(Braço de ouro vale 10 milhões)
Eu tenho corações fora peito
Mamãe, não chore
Não tem jeito
Pegue uns panos pra lavar
Leia um romance
Leia "Alzira morta virgem"
"O grande industrial"
Eu por aqui vou indo muito bem
De vez em quando brinco Carnaval
E vou vivendo assim: felicidade
Na cidade que eu plantei pra mim
E que não tem mais fim
Não tem mais fim
(Música composta por Caetano Veloso e Torquato Neto, interpretada por Gal Costa - ouçam! é linda!)
P.S.:Aí eu penso mesmo: como é possível que eu não me torne preconceituosa com a música enlatada? Compara isso aí com "Ela sai de saia/de bicicletinha...". Fica difícil, viu?
P.S.2: Parabéns aos egípcios, que não se mumificaram e conseguiram remover do poder um grande ditador.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Brava gente interesseira!


Há um bom tempo atrás eu havia me espantado e escrito a respeito das várias circuntâncias que revelam os interesses e as pessoas interesseiras, suas legais representantes.
Então, reproduzi uma máxima popular: "Enquanto uns choram, outros vendem lenços".
Sim, imaginem que o dono da funerária não deve torcer pela longevidade das pessoas, porque enquanto uns morrem , outros vendem caixões.
Também não deve ser interessante para a indústria farmacêutica que as pessoas estejam plenamente saudáveis. Logo, enquanto uns adoecem, outros vendem remédios.
Aind abem que eu sou professora e posso afirmar que não ganho nada à medida que as pessoas aprendam menos. Nisso Paulo Freyre me salvou: "Ninguém educa ninguém; ninguém se educa sozinho; os homens se educam em comunhão". Então, pelo menos em minha profissão há trocas - agora, a equidade das trocas é que pode ser questionada.
Mas termos interesses é algo normal, se a ética for preservada. Nesse ínterim, foi um misto de perplexidade e incredulidade que vi os telejornais e portais onlines em cima do acidente que vitimou o piloto Kubica.
Não houve humanidade nem solidariedade pela pessoa que ali estava, em estado de saúde comprometedor, nenhuma piedade, nenhum sentimento outro senão o do interesse em destacar que um piloto brasileiro poderia substituí-lo.
Isso não é feio: é desumano.
Não se pode nem criticar de todo, porque muitas vezes as nossas experiências próximas revelam os parentes se digladiando por herança, antes mesmo do parente moribundo se tornar defunto de fato. Assim é que se justifica a atitude coletiva de nem sequer notar que o piloto Kubica está sofrendo, mas atentar apenas às vantagens que isso representa para o Brasil, em termos de vaga para a categoria em que ele concorria.
Poxa, se chamam as mulheres loucas por homens que possuem carro de Maria-gasolina, nossa nação poderá ser chamada de que? Joões-autódromos?

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sobre estereótipos e poder


Até que tem uns dias em que a gente procura se aproveitar dos estereótipos, só para ficar em paz. Em outros dias é para desfazer de cada um deles, para desconstruir.
Eu vi e ri bastante de um e-mail que trazia um cérebro feminino, como contendo áreas absurdas, tais como: "áreas do viver problemas do passado com a mesma intensidade no presente"; "área da desconfiança de qu está sendo traída" e "área da vingança sexual, do tipo: estou com dor de cabeça, estou com sono".
Os esterótipos estão nas pequenas e quase indetectáveis glândulas que capacitam os cálculos matemáticos e nas imensas zonas responsáveis pela operação da fofoca.
Olha, eu odeio gente calada.
Se estar perto de uma peste berrenta, que ri aos relinchos e que fala como o barulho do trovão incomoda para caramba, posso dizer que a companhia de uma múmia paralítica é ainda pior.
Prefiro mesmo que nós, mulheres passemos por faladeiras. É a gente que verbaliza os problemas, que assume a necessidade de discutir os relacionamentos, que põe a limpo o que os outros põem sob o tapete.
Dos resto dos esterótipo, eu não estou nem aí, mas quanto à nossa compulsão por falar, nada contra!
Vejam, estar perto de múmias silenciosas e paralíticas é um negócio tão incômodo que até nos filmes de terror as múmias um dia se mexem e até mesmo o país das múmias, o Egito, se mexeu e muito.
Olha como é isso, né, gente? esse povo que faz de conta que estar no poder é um sacrifício, não quer largar nunca os postos de direção e de comando.
Aí o Egito abalando p-ara a múmia do Mubarak sair do poder, e o cara não larga!
A múmia do Senado, José Sarney, falou que era um sacrifício pessoal voltar ao comando da casa...Oh, que sacrifício, hein?
E esse povo que é diretor de tudo quanto é coisa, que é presidente de tudo que é coisa, entra no poder e segura as rédeas, prorroga o mandato... aí vem com aquela cara ridícula alegar compromissos morais que pedem mais uma gestão e blablablá...para diretor de escola é assim também. Eu só não entendo como alguém pode ser tão imbecil, idiota, quadrúpede, burróide a ponto de não deduzir que se há disputa pelo cargo, é porque o poder é uma delícia e tem seus frutos apreciados. Não obstante, meia dúzia de jegues não vêem - ou não admitem - que se ser diretor, presidente, comandante, etc., fosse ruim, ninguém estaria na briga ou na disputa por esse lugarzinho ao sol.
Mas eu fico na minha porque é sempre bom lembrar que esse troço de raciocínio, de lógica, não é coisa para mulher.
E passemos aos outros estereótipos em data oportuna.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Para um grande guerreiro


Lembrei que há uns dias, antes do acidente, você recebeu conselho para cultuar um terceiro orixá, que lhe amenizasse o ímpeto de guerra, pois tanto seu Ogum quanto seu Oxóssi são impetuosos e guerreiros.
Além das predisposições espirituais, você é ariano como eu - regido por Marte, o Deus da guerra.
Não somos de esperar sentados, não é? e você aí, relutando em obedecer às regras do repouso.
Temos muitas batalhas em comum... e somos guerreiros - ora, "guerreiros são pessoas, são fortes, são frágeis"...mas adoramos uma guerra.
Meu santo querido é São Jorge por isso: ele age. Não é um santo passivo, é guerreiro, vai à luta - então, se prepare porque muitas outras lutas estão por vir.
Para você, cito o que não tenho talento para criar:
Um homem também chora
Menina morena
Também deseja colo
Palavras amenas
Precisa de carinho
Precisa de ternura
Precisa de um abraço
Da própria candura
Guerreiros são pessoas
São fortes, são frágeis
Guerreiros são meninos
No fundo do peito
Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sonho
Que os tornem perfeitos
É triste ver este homem
Guerreiro menino
Com a barra de seu tempo
Por sobre seus ombros
Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele sangra
A dor que traz no peito
Pois ama e ama
Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E a vida é trabalho
E sem o seu trabalho
Um homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata
Não dá pra ser feliz
Não dá pra ser feliz
(
(Guerreiro menino, Fagner)
Que os nossos ombros sejam sempre fortes!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Atenção: Cafajestes na pista!


E como cafajeste é raça em proliferação, a minha querida amiga veio me dizer toda pesarosa: "descobri que ele tem outra!".
Como eu sempre presumo que o traído é mesmo o último a saber - quando não, ele nem quer saber - dentro de mim eu pensei: "Não, não é outra: é a mesma!". Mas eu nunca iria falar isso com a minha amiga.
Mas ela completou: "Ele tem outra!" (pausa dramática depois...)"Ele tem outra! Mara, a Outra sou eu!".
O sujeito lá enrolou minha amiga Cléo por quatro meses e agora ela pegou, via Web, a verdadeira vida do cafajeste.
A lista de palavrões destinados a ele daria para ir à China e voltar, mas foi bem pouco para a indignação.
Eles terminaram há pouco tempo, porque ele dava a entender seu desconforto porque minha amiga tem um bom carro, casa própria, vida estabelecida, conteúdo cultural, etc., ele é sustentanto pelo pai e pouco mais que isso se pode saber nesse tempo.
Soube que ele tem uma competências que compensam essas faltas, mas cafajeste que se preze sabe que o "amor de***, quando bate fica".
E num dia de agrado, ela permitiu que ele dirigisse o carro dela, para que ele não se sentisse tão abaixo dela.
Foi incrível: em cada quebra-molas ficou um pouco dessa experiência, porque ele não sabia reduzir em nenhum. Depois, o canteiro estava lá, onde não devia...ali as calotas ficaram de recordação deste momento ímpar.
Aí ela foi pegando as pequenas mentiras, inclusive a ocupação dele junto ao pai e outras coisas que não existiam - tá, cafajeste e vagabundo, que coisa!
Sei que juntando uma coisa à outra, ela mandou o menino ao local de origem, deu um passa-fora.
Nestas últimas semanas, o kapha Jeste implorou, rogou, requereu, solicitou e pediu para estar, para ficar e para voltar - ah, encheu a pobrezinha de lisonjas, de ilusões...aí, minha amiga descobriu tudo!!!
Logo agora que ela sacudiu a poeira do conservadorismo, resolveu viver coisas que antes nunca havia vivido: desce a garrafa de cana, bebe alcatrão, bebe "atitude" no Jeca Total, bebe Roska e Bi-Roska, bebe o que ocorrer e fuma para chocar os colegas...Logo agora, magoaram minha amiga!
Ela , que sempre foi tão carola, tão certinha, tão da Lei - eu escolhi a imagem do post pensando nela, que sempre foi assim, precavida, na linha!
Agora ela é do carnaval, agora ela quer recuperar o tempo perdido... agora ela está se sentindo perdida...e quando a gente está perdida, tem sempre um novo cafajeste para encontrar a gente...