Nunca pensei em parar de trabalhar. Mesmo que eu
fosse rica ou me tornasse rica por milagre, não queria deixar de trabalhar. Mas
reconheço que estou louca para que este semestre acabe, que conto feriados nos dedos,
que rezo por eventos aleatórios que suspendam as aulas, porque eu estou cansada
para caramba!
Poxa, que stress!
Estou arrancando meus cabelos com tanta coisa para fazer!
Quando penso em alguma proposta de trabalho
paralelo ou em substituição ao atual, levo em conta o trajeto, o caminho, as
coisas subjetivas... E concluo que o trabalho contém várias formas de prazer e
múltiplos fatores de cansaço.
Culpa de um calendário acadêmico ruim, que poda meus
planos de viagem, que distribui mal minha carga horária e me deixa na neura do
clima natalino e do clima de férias, enquanto todo mundo está deixando o mundo
letivo para se divertir e eu estou mendigando faltas e oportunidades para ir a
um show ou ir à praia.
Imagino quanto seria pior se eu tivesse filhos, marido,
responsabilidades adicionais... Reclamo, mas no fim tudo dá certo. Olho para
trás e penso no que eu estava fazendo há um ano: planejando minha ida para o
Amapá, planejando vinganças contra a traição do meu ex, entristecida pelo ano
ruim ao passo que excitada pelas mudanças que um novo ano traria... E tudo
passou, inclusive a crise de infelicidade. Se não há felicidade contínua
prolongada, também não há infelicidade permanente. Ah, sim, felicidade dá
trabalho!
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